Mercado reage a perdas consecutivas, impacto em Banco do Brasil e alta do petróleo impulsiona Chevron
Ibovespa fecha em queda e acumula dez pregões consecutivos de perdas
O Ibovespa (IBOV) encerrou esta segunda-feira (17) em queda de 0,09%, aos 166.783,57 pontos, marcando o décimo pregão consecutivo de perdas. O principal índice da bolsa brasileira já acumula uma desvalorização de 16,04% desde o recorde histórico de 198.657,33 pontos, registrado em 14 de abril de 2026. Esse movimento prolongado de baixa acende o alerta entre investidores e analistas, que buscam entender os fatores por trás da pressão vendedora e suas consequências para o mercado nacional.
Destaques negativos: Casas Bahia e Banco do Brasil
Entre os destaques negativos do dia, o Grupo Casas Bahia ( BHIA3 ), mesmo fora da carteira teórica do Ibovespa, protagonizou um tombo expressivo: suas ações despencaram 33%, cotadas a apenas R$ 0,44. O pedido de recuperação judicial, após um prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026, gerou forte aversão ao risco e contaminou o sentimento do mercado. O impacto foi sentido inclusive em grandes instituições financeiras, como o Banco do Brasil ( BBAS3 ), que recuou 2,34% e fechou abaixo dos R$ 18. A estatal, além de enfrentar desafios em sua carteira de crédito para o agronegócio, figura entre os principais credores da varejista, ampliando as preocupações sobre possíveis efeitos em cadeia.
Câmbio e atuação do Banco Central
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em R$ 5,20, queda de 0,36%, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas frente ao real. A atuação do Banco Central, com um leilão de linha de US$ 1 bilhão, foi determinante para aliviar a pressão sobre a moeda brasileira.
Cenário internacional: petróleo, Chevron e Wall Street
No cenário internacional, o petróleo Brent voltou a se valorizar fortemente, subindo quase 3% e superando os US$ 90 por barril. O movimento foi impulsionado por novas ameaças do Irã contra as forças armadas dos Estados Unidos, caso não haja acordo para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz. O avanço da commodity beneficiou as petroleiras americanas, com destaque para a Chevron (CVX), que subiu 1,33% e ultrapassou os US$ 200 por ação. No entanto, o temor de inflação renovada pressionou os principais índices de Wall Street, que fecharam em baixa: Dow Jones ( Dow Jones (DJA) ), S&P 500 ( S&P 500 (SPX) ) e Nasdaq-100 ( Nasdaq-100 (NDX) ).
Destaques positivos e negativos do Ibovespa
Apesar do clima negativo, algumas ações do Ibovespa conseguiram se destacar positivamente. Magazine Luiza ( MGLU3 ) liderou as altas, com valorização de 8,18%, seguida por Minerva Foods ( BEEF3 ), Braskem ( BRKM5 ), Prio ( PRIO3 ), Ultrapar ( UGPA3 ) e CSN Mineração ( CMIN3 ). Por outro lado, Suzano ( SUZB3 ), Cosan ( CSAN3 ), Hypera Pharma ( HYPE3 ), Banco do Brasil ( BBAS3 ), Hapvida ( HAPV3 ) e C&A Modas ( CEAB3 ) figuraram entre as maiores quedas do dia.
Monitoramento e oportunidades em meio à volatilidade
O momento exige atenção redobrada dos investidores, especialmente diante da volatilidade e dos riscos setoriais evidenciados por episódios como o da Casas Bahia. Para quem deseja monitorar o desempenho das principais ações do mercado e identificar oportunidades mesmo em períodos de turbulência, o Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos papéis que mais sobem e mais caem, facilitando decisões estratégicas.