Dólar em queda e bolsas internacionais em alta impulsionam o índice e ativos de risco no Brasil
O Ibovespa surpreende o mercado nesta quarta-feira, registrando uma expressiva alta de 3,11% e alcançando 185.157,38 pontos por volta do meio-dia.
Esse desempenho robusto recoloca o principal índice da Bolsa brasileira no centro das atenções dos investidores, especialmente em um cenário de dólar em queda e bolsas internacionais em terreno positivo.
Cenário doméstico impulsiona ativos de risco
O ambiente favorável para ativos de risco se reflete também no câmbio, com o dólar recuando 0,87% e sendo negociado a R$ 5,10. O movimento acompanha a valorização do petróleo, que sobe levemente para US$ 90,31, e reforça o otimismo dos investidores locais. Entre os indicadores domésticos, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) avança 0,24% e atinge 3.750,93 pontos, sinalizando que o bom humor do mercado se estende também ao segmento de fundos imobiliários.
Por outro lado, o universo das criptomoedas segue trajetória oposta: o Bitcoin recua 2,01% e o Ethereum cai 2,98%, mostrando que o apetite por risco não se distribui de forma homogênea entre todos os ativos.
Mercado internacional contribui para o otimismo
O cenário externo também favorece o desempenho da Bolsa brasileira. As principais bolsas de Nova York operam em alta, com o Dow Jones subindo 0,82% e o S&P 500 avançando 0,60%. O Nasdaq, por sua vez, apresenta leve queda de 0,45%. Esse ambiente internacional positivo reforça o apetite por risco e sustenta o movimento de valorização observado no Ibovespa.
Fatores que movimentam o pregão
O forte avanço do Ibovespa ocorre em meio à repercussão da nova pesquisa eleitoral Quaest, que aponta uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Além disso, os investidores digerem os dados da produção industrial brasileira de julho, que cresceu 0,2% frente ao mês anterior, abaixo da expectativa de 0,5%. Esse resultado sugere um ritmo moderado para a indústria, com setores ligados à renda, como alimentos e vestuário, mantendo desempenho positivo.
No noticiário político, o mercado monitora as notícias envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No exterior, a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, com a mais intensa troca de ataques em mais de um mês, mantém o petróleo valorizado e beneficia empresas exportadoras, enquanto setores sensíveis ao crédito interno, como varejo e construção civil, apresentam maior volatilidade.
Destaques do Ibovespa: maiores altas e baixas
Entre as ações que mais se destacam na sessão, Magazine Luiza (MGLU3) dispara 15,15%, seguida por AZZA3 (+13,47%), VAMO3 (+12,75%), ASAI3 (+7,41%) e Cyrela (CYRE3) (+6,16%). Já entre as maiores quedas estão Rumo (RAIL3) com -4,38%, Cosan (CSAN3) com -2,02% e SLC Agrícola (SLCE3) com -0,55%. Os papéis de PRIO3 e PETR3, apesar de figurarem entre as baixas, registram leves altas de 0,55% e 0,61%, respectivamente.
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