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O IFIX está cotado em 3788.09 pontos.
O IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários) é o principal indicador do desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários (FIIs) negociados nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3. Criado em 2012, o índice representa uma carteira teórica de ativos elaborada segundo critérios específicos de elegibilidade.
O IFIX é um índice de retorno total, o que significa que reflete não apenas as variações nos preços das cotas dos fundos, mas também o impacto da distribuição de proventos (dividendos) na rentabilidade total do índice.
Benchmark de FIIs: O IFIX é a principal referência para avaliar o desempenho de investimentos em fundos imobiliários. Gestores e investidores comparam seus retornos com o índice para medir a eficiência de suas estratégias.
Indicador do Setor Imobiliário: As variações do IFIX refletem a percepção do mercado sobre o setor imobiliário brasileiro, incluindo expectativas sobre juros, vacância de imóveis e distribuição de rendimentos.
Diversificação: O índice oferece uma visão consolidada do mercado de FIIs, que engloba diversos segmentos como lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos, recebíveis imobiliários ("fundos de papel") e fundos de fundos.
A carteira teórica do IFIX é reavaliada a cada quatro meses para manter sua representatividade. Os ativos são ponderados pelo valor de mercado do free float (cotas em circulação), com limite de participação de 20% por emissor.
Para compor o IFIX, um fundo imobiliário deve atender aos seguintes requisitos:
1. Estar entre os ativos que representam 99% do somatório do Índice de Negociabilidade (IN) no período de vigência das três carteiras anteriores.
2. Ter presença em pregão de no mínimo 60% durante o período de vigência das três carteiras anteriores.
3. Não ser classificado como "penny stock" (cotação média inferior a R$ 1,00).
O IFIX apresenta historicamente uma relação inversa com a taxa de juros. Quando os juros sobem, os fundos imobiliários tendem a perder atratividade em relação a investimentos de renda fixa, pressionando as cotações para baixo. Em contrapartida, juros mais baixos tornam os FIIs mais atrativos, impulsionando o índice.
Fundos de Tijolo: Investem diretamente em imóveis físicos como lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos, hospitais e hotéis.
Fundos de Papel: Aplicam em títulos de renda fixa do setor imobiliário, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e LCIs.
Fundos de Fundos (FOFs): Investem em cotas de outros fundos imobiliários, oferecendo diversificação automática.
Fundos de Desenvolvimento: Financiam projetos de construção de imóveis para venda futura.