Inflação acima do esperado e alta do petróleo impactam mercado; dólar sobe e bolsas internacionais recuam
Ibovespa fecha em forte queda puxado por bancos, apesar de alta da Petrobras
O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quinta-feira (12) em queda acentuada, fechando aos 179.284,49 pontos, uma retração de 2,55%. O desempenho negativo ocorreu mesmo com o avanço das ações da Petrobras (PETR4) , que subiram 1,45% no dia. O cenário foi marcado por forte volatilidade internacional, impulsionada pela disparada do preço do petróleo e pela divulgação do IPCA de fevereiro, que superou as expectativas do mercado e acendeu o alerta para a inflação brasileira.
O setor bancário foi o principal responsável pelo tombo do índice. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 4,38%, negociadas a R$ 24,23, enquanto BTG Pactual e Itaú (ITUB4) também registraram perdas expressivas, de 3,64% e 2,73%, respectivamente. O movimento reflete a cautela dos investidores diante do ambiente macroeconômico mais desafiador e da pressão inflacionária, que pode impactar a rentabilidade do setor financeiro.
Nem mesmo o desempenho positivo da Petrobras foi suficiente para sustentar o Ibovespa. O avanço dos papéis da estatal foi impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional, mas outros setores sofreram quedas acentuadas. Destaque negativo para Yduqs (YDUQ3) e CSN (CSNA3) , que despencaram cerca de 14% após apresentarem resultados trimestrais abaixo do esperado, evidenciando a seletividade dos investidores diante dos balanços corporativos.
No câmbio, o dólar comercial saltou 1,61%, encerrando o dia cotado a R$ 5,24. O movimento foi influenciado tanto pela inflação doméstica mais elevada quanto pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, que elevou a incerteza global e pressionou os ativos de risco.
No cenário internacional, as bolsas de Nova York também fecharam em forte baixa. O Dow Jones (DJA) caiu 1,56%, atingindo nova mínima abaixo dos 47 mil pontos, enquanto S&P 500 (SPX) e Nasdaq-100 (NDX) recuaram 1,52% e 1,78%, respectivamente. A escalada do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril favoreceu apenas as petroleiras, como Exxon Mobil e Chevron, que conseguiram se manter no campo positivo.
Entre as maiores altas do Ibovespa, SLC Agrícola (SLCE3) , MBRF e Braskem (BRKM5) se destacaram, enquanto, além de Yduqs e CSN, Embraer (EMBR3) , Vibra Energia (VBBR3) e Vivara (VIVA3) figuraram entre as maiores quedas do dia. O desempenho desigual dos setores reforça a importância de uma análise criteriosa dos fundamentos das empresas em momentos de maior volatilidade.
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