Mercado brasileiro reage bem apesar da crise na Venezuela; destaque para MRV, Bradesco e BTG Pactual
O Ibovespa iniciou a semana em alta, acompanhando o otimismo de Wall Street, mesmo diante da instabilidade política na Venezuela.
O principal índice da bolsa brasileira encerrou a segunda-feira (5) aos 160.869,76 pontos, com valorização de 0,83%, após ter superado os 162 mil pontos durante o pregão. O cenário internacional, marcado pela crise venezuelana e pela intervenção militar dos Estados Unidos, não foi suficiente para abalar o apetite dos investidores locais, que viram setores estratégicos da B3 se destacarem positivamente.
Setores em destaque e influência internacional
O setor bancário foi um dos protagonistas do dia, impulsionado pelo desempenho expressivo de Bradesco (BBDC4), que subiu 4,21%, e BTG Pactual (BPAC11), com alta de 2,70%. A mineradora Vale (VALE3) também se beneficiou do avanço do minério de ferro na China, registrando ganho de 1,02%. No entanto, o maior destaque ficou para as empresas de construção civil, como MRV Engenharia (MRVE3), Cyrela (CYRE3) e Direcional Engenharia (DIRR3), que surfaram a queda dos juros futuros e lideraram as altas do Ibovespa.
O dólar comercial recuou 0,37%, fechando a R$ 5,40, mesmo com as pressões cambiais que afetam moedas latino-americanas. Analistas apontam que os ruídos geopolíticos, embora relevantes, tendem a impactar o mercado apenas no curto prazo, enquanto fatores internos e o desempenho das bolsas globais seguem como principais direcionadores.
Wall Street em clima de recorde
Nos Estados Unidos, o clima também foi de otimismo. Apesar da tensão envolvendo a Venezuela, os investidores enxergaram baixo risco sistêmico para as ações americanas. O Dow Jones renovou máximas históricas, aproximando-se dos 50 mil pontos, enquanto S&P 500 e Nasdaq-100 também avançaram. A petroleira Chevron (CVX), única americana ainda atuando na Venezuela, viu suas ações saltarem mais de 5%.
Entre as maiores altas do Ibovespa, MRV Engenharia (MRVE3) disparou 6,61%, seguida por Cyrela (CYRE3) e Direcional Engenharia (DIRR3), com ganhos de 5,59% e 5,06%, respectivamente. Outros destaques positivos foram Hapvida (HAPV3), B3 (B3SA3) e CSN (CSNA3). Por outro lado, C&A Modas (CEAB3) liderou as quedas, recuando quase 14%, acompanhada por Minerva Foods (BEEF3), Lojas Renner (LREN3), Vivara (VIVA3), Suzano (SUZB3) e Copasa (CSMG3).
Análise e perspectivas
O desempenho do Ibovespa reflete a resiliência do mercado brasileiro diante de choques externos e a capacidade de setores-chave se beneficiarem de movimentos globais e internos. A valorização das construtoras, em especial, sinaliza a sensibilidade do segmento à dinâmica dos juros e à confiança do investidor em ativos ligados ao ciclo doméstico. Já o comportamento do dólar e das ações americanas reforça a importância de monitorar o cenário internacional, especialmente em períodos de instabilidade política regional.
Para quem deseja acompanhar de perto o desempenho dos principais ativos da bolsa e identificar oportunidades em diferentes setores, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada das maiores altas e baixas do mercado, facilitando a tomada de decisão estratégica.