Petrobras e outras ações do setor pressionam índice; dólar sobe e mercado global segue volátil
O desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira (21) ilustra como o mercado brasileiro segue sensível às oscilações do setor de petróleo e aos movimentos do cenário internacional.
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia em queda de 0,39%, aos 154.770,10 pontos, pressionado principalmente pelo recuo das ações das petroleiras nacionais. O tombo de quase 1% da Petrobras (PETR4) foi emblemático, arrastando consigo outras companhias do segmento e ofuscando notícias positivas vindas do exterior, como o recuo do governo dos Estados Unidos em relação ao tarifaço sobre produtos brasileiros.
Contexto internacional e impacto no petróleo
A queda das petroleiras brasileiras está diretamente ligada ao cenário global. O anúncio de um acordo de paz para a guerra na Ucrânia, protagonizado pelo presidente americano, teve como efeito imediato a desvalorização do petróleo tipo Brent, que recuou 1,26% e fechou cotado a US$ 62,56 por barril. Esse movimento pressionou as ações de empresas como Brava Energia (BRAV3), PetroReconcavo (RECV3) e Prio (PRIO3), que registraram perdas expressivas no pregão.
Setores em destaque: frigoríficos e dólar
Mesmo com a retirada das tarifas de 40% sobre a carne bovina brasileira exportada aos EUA, os frigoríficos MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) figuraram entre as maiores baixas do dia, mostrando que o alívio tarifário ainda não se traduziu em valorização imediata para o setor. Paralelamente, o dólar comercial disparou 1,18%, encerrando a R$ 5,40 e atingindo o maior patamar desde agosto, acumulando alta de quase 2% na semana. O movimento reflete a busca por proteção diante das incertezas globais e da volatilidade dos mercados emergentes.
Wall Street: volatilidade e otimismo com juros
Nos Estados Unidos, o pregão foi marcado por forte volatilidade. As bolsas americanas começaram o dia em queda, mas reverteram o movimento e fecharam em alta, impulsionadas pela expectativa de um novo corte de juros em 2025. Empresas cíclicas como Home Depot e Starbucks lideraram os ganhos, com altas de 3,29% cada. Os principais índices — Dow Jones (DJIA), S&P 500 (SPX) e Nasdaq-100 (NDX) — fecharam o dia em alta, mas ainda acumulam perdas na semana, refletindo o clima de cautela dos investidores.
Destaques do Ibovespa: altas e baixas
Entre as maiores altas do Ibovespa, empresas do varejo como Azzas 2154 (AZZA3) e Magazine Luiza (MGLU3) se destacaram, ao lado de Usiminas (USIM5), MRV Engenharia (MRVE3) e TIM S.A. (TIMS3). Por outro lado, Totvs (TOTS3), Embraer (EMBJ3), MBRF (MBRF3), Minerva Foods (BEEF3) e Assaí (ASAI3) lideraram as quedas, evidenciando a seletividade do investidor em meio à volatilidade do mercado.
Análise e perspectivas
O desempenho negativo das petroleiras brasileiras evidencia a forte correlação entre o setor e o cenário internacional, especialmente em momentos de mudanças geopolíticas e variações no preço do petróleo. A valorização do dólar e a volatilidade das bolsas globais reforçam a necessidade de cautela e diversificação nas estratégias de investimento.
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