Conflito EUA-Irã afeta petróleo e ações de petroleiras, enquanto índices globais recuam em meio à instabilidade
Mercado financeiro brasileiro sob influência das tensões geopolíticas
O mercado financeiro brasileiro iniciou esta sexta-feira sob forte influência das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, cenário que impactou diretamente bolsas, moedas e commodities globais. O Ibovespa (IBOV), principal índice da B3, oscilou entre queda de 0,12% e leve alta de 0,30%, alcançando 172 mil pontos por volta das 11h40. O dólar, por sua vez, recuava 0,18%, sendo negociado a R$ 5,18, refletindo o movimento de aversão ao risco e ajustes de portfólio diante do ambiente internacional incerto.
O petróleo, termômetro sensível das tensões no Oriente Médio, ampliava perdas e registrava queda de 3,80%, cotado a US$ 69,19. Esse recuo pressionou especialmente as ações das petroleiras listadas na B3, como Prio (PRIO3), Brava Energia (BRAV3), Petrorecôncavo (RECV3) e Petrobras (PETR4), que figuraram entre os destaques negativos do pregão. O movimento reflete a cautela dos investidores diante da volatilidade das commodities e da possibilidade de novos desdobramentos no conflito envolvendo o Irã.
Pessimismo em Wall Street e impacto global
Em Wall Street, o clima também era de pessimismo. Os principais índices americanos operavam em baixa: Dow Jones caía 0,52%, S&P 500 recuava 0,72% e Nasdaq perdia 0,28%. O setor de tecnologia liderava as perdas, com empresas como Micron, AMD e Intel registrando quedas expressivas, em meio a preocupações com o cenário macroeconômico global e possíveis impactos sobre a cadeia de suprimentos.
Desempenho dos índices e criptomoedas no Brasil
No Brasil, além do Ibovespa (IBOV), o IFIX – índice de fundos imobiliários – também acompanhava o viés negativo, com queda de 0,11%, aos 3.791,05 pontos. Já no universo das criptomoedas, o cenário era misto: enquanto o Bitcoin avançava 0,49%, o Ethereum recuava 0,85%, evidenciando a busca seletiva por ativos alternativos em meio à instabilidade dos mercados tradicionais.
Risco geopolítico e impactos no comércio global
O pano de fundo para esse ambiente de cautela foi o ataque a um navio porta-contêineres no Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio global de petróleo. A Organização Marítima Internacional suspendeu operações de retirada de embarcações após o incidente, atribuído a um disparo do Irã segundo fontes americanas. O episódio reforça o risco geopolítico e mantém os investidores atentos a possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo e o fluxo de mercadorias.
Mercado de trabalho brasileiro e destaques do pregão
No cenário doméstico, a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua. O resultado indica estabilidade em relação ao trimestre anterior, sinalizando resiliência do mercado de trabalho mesmo diante das incertezas externas.
Entre os destaques do Ibovespa (IBOV), MBRF3, TOTS3 e ASAI3 lideraram as altas, enquanto BRKM5, AZZA3 e SUZB3 figuraram entre as maiores quedas do dia. O desempenho setorial reflete a rotação de ativos e a busca por proteção em segmentos menos expostos à volatilidade internacional.
Ferramenta para acompanhamento do mercado
Para quem deseja acompanhar em tempo real o desempenho das principais ações e setores impactados por eventos globais, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos movimentos do mercado, facilitando a identificação de oportunidades e riscos em diferentes cenários.