BTG recomenda compra da RDOR3 e destaca eficiência, crescimento em oncologia e desalavancagem financeira
Em meio a um cenário desafiador para o setor hospitalar brasileiro, marcado por balanços pressionados, margens comprimidas e dificuldades de integração após anos de aquisições, a Rede D’Or (RDOR3) desponta como referência de resiliência e eficiência. Segundo análise recente do BTG Pactual, a companhia reúne atributos que a posicionam como a principal aposta do banco para o segmento de saúde até 2026, sustentando recomendação de compra e status de top pick no setor.
Escala, Eficiência e Tendências Estruturais
A Rede D’Or opera uma das maiores plataformas hospitalares do país, com 76 hospitais e mais de 11 mil leitos distribuídos em 14 estados. Sua presença estratégica em mercados como Rio de Janeiro e São Paulo, aliados à liderança regional e disciplina financeira, garantem à empresa uma vantagem competitiva difícil de replicar. O BTG destaca que poucas companhias conseguem alinhar escala operacional, eficiência de gestão e um pipeline de crescimento tão robusto quanto o da Rede D’Or.
O setor hospitalar brasileiro ainda apresenta baixa concentração: os três maiores grupos detêm apenas cerca de 20% dos leitos privados. Esse cenário abre espaço para um novo ciclo de consolidação, favorecendo empresas com acesso a capital, capacidade de integração e ganhos de eficiência. Além disso, o envelhecimento da população brasileira, especialmente o crescimento da faixa acima dos 60 anos, deve impulsionar a demanda por serviços hospitalares complexos, beneficiando redes integradas e verticalizadas como a Rede D’Or.
Oncologia: Motor de Crescimento
A aposta da Rede D’Or no segmento de oncologia é vista como um dos principais vetores de expansão. Atualmente, a companhia já é a segunda maior operadora de clínicas oncológicas ambulatoriais do Brasil. O BTG projeta que o mercado de oncologia deve crescer cerca de 10% ao ano, ritmo superior ao restante do setor de saúde, oferecendo margens atrativas e elevado potencial de crescimento orgânico para a empresa.
Margens Sólidas e Desalavancagem
No campo operacional, a Rede D’Or se destaca por margens superiores à média do setor, reflexo de ganhos de eficiência após um ciclo intenso de expansão. O banco acredita que, nos próximos anos, a expansão da lucratividade virá menos do crescimento acelerado de ativos e mais da consolidação dessas eficiências, sustentando margens Ebitda robustas. O processo de desalavancagem também avança: a relação dívida líquida/Ebitda caiu de 2,6 vezes para 1,54 vez, ampliando a flexibilidade financeira da companhia.
Panorama Setorial e Outras Recomendações
Embora a Rede D’Or lidere as recomendações do BTG, outras empresas do setor de saúde também figuram com recomendação de compra, como Fleury (FLRY3), Hapvida (HAPV3), Blau Farmacêutica (BLAU3) e Viveo (VVEO3). Já nomes como OdontoPrev (ODPV3), Dasa (DASA3), Hypera Pharma (HYPE3), Qualicorp (QUAL3), Mater Dei (MATD3) e Oncoclínicas (ONCO3) permanecem sob recomendação neutra, refletindo desafios específicos ou menor visibilidade de curto prazo.
Para investidores que desejam acompanhar de perto o desempenho das principais empresas do setor de saúde, o Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão comparativa detalhada dos indicadores financeiros e operacionais, facilitando a identificação de oportunidades e tendências no mercado hospitalar brasileiro.