Ibovespa cai 0,12%, dólar sobe a R$5,39 e petróleo recua com impacto em petroleiras e criptomoedas
Mercado financeiro brasileiro inicia terça-feira com volatilidade
O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira sob forte volatilidade, refletindo incertezas tanto no cenário doméstico quanto internacional. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, aprofundou as perdas e registrava queda de 0,12% às 11h10, alcançando 144.100,45 pontos. O dólar, por sua vez, subia 0,10%, sendo negociado a R$ 5,39, enquanto o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) recuava 0,13%, aos 3.652,82 pontos.
No universo das criptomoedas, o Bitcoin avançava 0,68% e o Ethereum subia 1,96%, mostrando resiliência frente ao ambiente de cautela. Já nos mercados internacionais, o desempenho era misto: o Dow Jones operava em alta de 0,37%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuavam 0,19% e 0,61%, respectivamente.
O setor de petróleo também chama atenção, com os contratos futuros do Brent e do WTI ampliando as quedas nesta terça-feira. O Brent recuava 2,23%, cotado a US$ 62, e o WTI caía 2,35%, para US$ 57,45. O movimento reflete o monitoramento atento dos investidores às discussões sobre a guerra na Ucrânia, após declarações do presidente Volodymyr Zelensky sobre avanços diplomáticos. No Brasil, as principais petroleiras juniores sofriam: PRIO3 caía 2,62%, BRAV3 recuava 2,52% e RECV3 perdia 1,95%. A Petrobras também não escapava da pressão, com PETR4 em baixa de 1,17%.
No radar dos investidores, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de audiência pública no Senado e reforçou o compromisso da instituição com a meta de inflação de 3%, mesmo admitindo que dificilmente conseguirá atingi-la durante seu mandato. Galípolo destacou que o BC seguirá utilizando a taxa de juros como principal instrumento para perseguir a estabilidade de preços, ainda que as taxas brasileiras permaneçam elevadas em comparação internacional.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) de setembro subiu 0,3% em relação ao mês anterior, em linha com as expectativas do mercado. Apesar de ser um dado defasado, o indicador é acompanhado de perto por analistas, pois reflete os impactos das tarifas comerciais e a capacidade das empresas de repassar custos ao consumidor final.
Entre as maiores altas do Ibovespa, destacavam-se MRVE3 (+2,41%), NATU3 (+1,74%), CVCB3 (+1,73%), CEAB3 (+1,65%) e TOTS3 (+1,31%). Já entre as maiores quedas figuravam MBRF3 (-3,08%), PRIO3 (-2,62%), BRAV3 (-2,52%), POMO4 (-2,35%) e AURE3 (-2,32%).
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