Dólar cai a R$ 5,06 e ações de Motiva, Ambev e bancos têm desempenho misto no pregão
Mercados reagem a dados econômicos dos EUA
O dólar encerrou esta quinta-feira em queda de 0,92%, cotado a R$ 5,06, refletindo o otimismo dos mercados internacionais após a divulgação de dados econômicos mais brandos nos Estados Unidos. O Ibovespa (IBOV) acompanhou o movimento e fechou em alta expressiva de 1,88%, atingindo 177.158,86 pontos, seu maior patamar do dia. O avanço foi impulsionado principalmente pelo resultado do PCE (Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal) americano, que veio abaixo das expectativas e reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária. Além disso, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA cresceram menos do que o esperado, trazendo alívio adicional aos mercados globais.
Cenário internacional e balanços nos EUA
No cenário internacional, a prévia do PIB americano do segundo trimestre de 2026 mostrou crescimento anualizado de 1,5%, abaixo das projeções e inferior ao desempenho da Zona do Euro, que avançou 1,8% no mesmo período. Apesar das incertezas geopolíticas, os índices europeus fecharam em alta e Wall Street registrou ganhos robustos, com destaque para as ações da Microsoft após um balanço trimestral acima do esperado.
Geopolítica e petróleo
O conflito no Oriente Médio, embora ainda preocupante, ficou em segundo plano diante do alívio proporcionado pelos dados americanos. A escalada de tensões entre EUA, Irã, Arábia Saudita e outros países da região elevou os riscos à navegação no Canal de Suez, mas o petróleo encerrou o dia em queda, influenciado por discussões sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Indicadores brasileiros e clima
No Brasil, o desemprego recuou para 5,4%, mas analistas avaliam que esse patamar ainda limita o espaço para cortes mais agressivos na Selic (SELIC), mesmo com sinais de arrefecimento no mercado de trabalho. O Tesouro Nacional registrou déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, enquanto a dívida pública federal subiu para R$ 9,27 trilhões. Em contrapartida, a arrecadação federal atingiu R$ 264,4 bilhões, recorde para o mês, impulsionada pelo setor de petróleo. Eventos climáticos extremos voltaram a impactar o Sul e o Sudeste do país, com a Ambev (ABEV3) já se preparando para um El Niño de intensidade histórica.
Balanços e volatilidade no pregão
A temporada de balanços do segundo trimestre trouxe volatilidade ao pregão. Motiva foi destaque positivo, subindo 5,16% após surpreender no capex. Usiminas (USIM5), apesar de triplicar o lucro, caiu 9,25% devido a perspectivas negativas. Ambev (ABEV3), que reportou alta de 24,5% no lucro e anunciou R$ 1,1 bilhão em proventos, virou para alta no fim da sessão. Vivo (VIVT3) e TIM (TIMS3) tiveram desempenhos mistos após divulgação de resultados.
Blue chips e bancos
Entre as blue chips, Petrobras (PETR4) avançou 2% mesmo com o petróleo em queda, enquanto Vale (VALE3) subiu 1,39% antes da divulgação de seu balanço. Os grandes bancos fecharam de forma mista: Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) subiram, Bradesco (BBDC4) virou para alta com notícia de aumento de capital, e Santander (SANB11) recuou após balanço decepcionante.
Ferramenta para análise de ativos
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