Selic reduzida, dólar em queda e ações de bancos e Hapvida impulsionam o mercado em meio a incertezas globais
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,35%, aos 180.270,62 pontos, após uma sessão marcada por forte volatilidade.
O índice chegou a registrar mínima de 176.295 pontos durante o pregão, mas reverteu as perdas na reta final, impulsionado por declarações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que sugeriu um desfecho mais rápido do conflito com o Irã do que o esperado pelo mercado.
No câmbio, o dólar comercial também mudou de direção e fechou em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,21.
O movimento refletiu o alívio momentâneo na aversão ao risco, que também se traduziu em baixas generalizadas nos juros futuros ao longo de toda a curva.
Decisão do Copom e reação do mercado
Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou por reduzir a taxa Selic (SELIC) em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. O corte, considerado o mínimo possível, reflete a postura cautelosa diante das incertezas geopolíticas globais. Em comunicado, o Copom reforçou que os próximos passos dependerão da evolução do conflito no Oriente Médio, destacando a necessidade de serenidade e cautela na condução da política monetária.
A decisão foi alvo de críticas por parte da Fiesp, que apontou o patamar ainda elevado dos juros como um entrave ao investimento e à inovação, especialmente em um cenário sem sinais de pressão excessiva da demanda.
Cenário internacional: bancos centrais atentos à guerra
No exterior, o Federal Reserve manteve os juros inalterados nos Estados Unidos, enquanto o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra seguiram a mesma linha, alertando para os riscos que o conflito no Oriente Médio representa para o crescimento e a inflação global. O Banco do Japão também reforçou sua preocupação com a alta dos preços.
O ambiente internacional segue tenso, com declarações contraditórias de líderes globais e movimentos estratégicos, como o pedido do Pentágono por US$ 200 bilhões adicionais para financiar o conflito. O petróleo Brent chegou a se aproximar dos US$ 120 o barril, mas recuou após as falas de Netanyahu.
Destaques do pregão: Hapvida dispara, Minerva e Grupo Mateus caem
Entre as ações de maior destaque, a Hapvida (HAPV3) surpreendeu ao reverter perdas e fechar com alta expressiva de 14,98%, mesmo após um balanço considerado decepcionante. Os grandes bancos também contribuíram para a sustentação do Ibovespa, com avanços de Santander (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).
Na ponta oposta, o Grupo Mateus (GMAT3) registrou queda de 14,43% após apresentar resultados trimestrais fracos, enquanto a Minerva (BEEF3) recuou 10,70% em meio a cortes de recomendação por analistas após a divulgação do balanço do quarto trimestre. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) também fecharam em baixa, acompanhando o movimento negativo das commodities.
Para quem deseja acompanhar de perto o desempenho das principais ações do mercado brasileiro, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos destaques positivos e negativos do pregão, facilitando a análise e a tomada de decisão.