Mercado brasileiro fecha o ano com otimismo apesar da cautela internacional e destaque para ações e crédito aos Correios
O último pregão de 2025 na B3 reflete o típico movimento de ajustes de fim de ano, com investidores atentos ao cenário econômico e às perspectivas para o próximo ciclo.
Por volta do meio-dia, o Ibovespa registrava alta de 0,46%, alcançando 161.217 pontos, enquanto o dólar recuava quase 2%, cotado a R$ 5,49, em meio a um ambiente mais favorável aos ativos brasileiros. O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) também avançava de forma moderada, com ganho de 0,19%, aos 3.779 pontos. No universo dos criptoativos, o desempenho era misto: o Bitcoin apresentava queda de 0,44%, enquanto o Ethereum subia levemente 0,08%.
Cenário internacional e influência sobre o mercado brasileiro
Apesar do otimismo local, o clima nos mercados internacionais era de cautela. Os principais índices de Wall Street operavam em baixa: Dow Jones recuava 0,19%, S&P 500 cedia 0,11% e Nasdaq caía 0,18%. Esse movimento reflete a expectativa dos investidores em relação à divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que pode trazer pistas sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.
Indicadores econômicos e agenda doméstica
No Brasil, o noticiário econômico segue aquecido mesmo às vésperas do recesso de réveillon. A divulgação da Pnad Contínua trouxe um dado relevante: a taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar da série histórica. O mercado aguarda ainda os números do Novo Caged, que serão divulgados ao longo do dia e devem oferecer um retrato mais detalhado do mercado formal de trabalho.
No campo político, o destaque fica para a operação de crédito de R$ 12 bilhões destinada aos Correios, estruturada por um consórcio de cinco instituições financeiras e garantida pela União. A medida reforça o papel do Estado no apoio a empresas estratégicas e pode ter impactos relevantes sobre o setor logístico.
Destaques do Ibovespa: maiores altas e baixas
Entre as ações que mais se destacavam no Ibovespa, CEAB3 liderava as altas com avanço de 2,41%, seguida por DIRR3 (+2,24%), TAEE11 (+2,10%), CVCB3 (+1,90%) e NATU3 (+1,66%). Por outro lado, HAPV3 figurava entre as maiores quedas, recuando 1,02%, acompanhada por BEEF3 (-0,87%), EMBJ3 (-0,77%), WEGE3 (-0,70%) e SLCE3 (-0,56%).
Análise e perspectivas
O fechamento do ano na B3 evidencia um mercado atento aos fundamentos econômicos e à dinâmica internacional. A valorização do real frente ao dólar e a queda do desemprego reforçam a confiança dos investidores no cenário doméstico, mesmo diante de incertezas externas. O desempenho misto dos criptoativos e a cautela nos mercados globais indicam que 2026 começará sob o signo da seletividade e da busca por ativos de qualidade.
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