Prio, São Martinho, Ser Educacional, Banco do Brasil e C&A se destacam em eficiência e crescimento sustentável
Em meio ao cenário macroeconômico incerto e à busca por oportunidades de crescimento sustentável, algumas empresas listadas na B3 começam a se destacar como apostas sólidas para investidores com visão de longo prazo. A análise recente de especialistas do mercado aponta cinco ações que reúnem fundamentos robustos e potencial de valorização para quem mira estratégias de Buy and Hold até 2026.
Prio (PRIO3): Eficiência e Resiliência no Setor de Petróleo
Prio (PRIO3) desponta como referência em eficiência operacional e geração de caixa no segmento de petróleo. Mesmo diante da volatilidade dos preços internacionais, a companhia mantém um fluxo de caixa livre projetado acima de 40% para os próximos dois anos. A expectativa é que a produção alcance 200 mil barris diários em 2026, o dobro do volume previsto para 2025. Além disso, a empresa sinaliza a possibilidade de um programa formal de recompra de ações e distribuição de dividendos, reforçando sua atratividade. O breakeven acima de US$ 30 por barril evidencia a resiliência do portfólio da Prio, tornando-a uma escolha estratégica para quem busca exposição ao setor energético.
São Martinho (SMTO3): Força Competitiva Mesmo em Baixo Ciclo
São Martinho (SMTO3) se mantém entre as líderes globais em eficiência, mesmo atravessando um momento menos favorável para o açúcar. Enquanto concorrentes enfrentam desafios de queima de caixa, a empresa segue investindo e expandindo projetos, negociando atualmente a valores inferiores ao de suas próprias terras. Essa postura agressiva em meio à adversidade reforça sua posição como uma das companhias mais resilientes do setor, com custos operacionais extremamente baixos.
Ser Educacional (SEER3): Crescimento Contratado e Valuation Atrativo
Ser Educacional (SEER3) se destaca pelo crescimento já contratado, especialmente com vagas de medicina garantidas para 2026. Operando com baixo capex e múltiplos de mercado bastante atrativos, a empresa figura entre as opções defensivas mais interessantes da bolsa, apresentando uma das menores relações preço/lucro do mercado nacional. Essa combinação de previsibilidade e valuation descontado pode atrair investidores em busca de estabilidade e potencial de valorização.
Banco do Brasil (BBAS3): Recuperação e Retorno ao Radar dos Investidores
Banco do Brasil (BBAS3) ressurge como uma tese de recuperação relevante entre os grandes bancos. Após superar desafios recentes no agronegócio, a instituição adota novas formas de concessão de crédito, como a alienação de terras, e se beneficia dos efeitos da MP 1314, que tende a reduzir a inadimplência. A expectativa é de um retorno sobre patrimônio próximo de 15% em 2026, com proventos podendo voltar ao patamar de 8%. Esse cenário reposiciona o banco como uma alternativa interessante para quem busca dividendos e valorização patrimonial.
C&A (CEAB3): Exceção no Varejo com Potencial de Ganho de Capital
C&A (CEAB3) se destaca como exceção. Negociando a cerca de sete vezes o lucro estimado para 2026, com alavancagem controlada e sinais claros de melhora operacional, a ação se torna atrativa para investidores em busca de ganho de capital no médio prazo.
Perspectivas para 2026: Seleção e Normalização Econômica
O conjunto dessas empresas reúne características que podem surpreender o mercado nos próximos anos, especialmente em um contexto de normalização econômica e maior seletividade dos investidores. Para quem deseja aprofundar a análise e comparar múltiplos indicadores fundamentalistas dessas e de outras empresas, a ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada e prática para embasar decisões de investimento de longo prazo.