Executivos do Itaú, Prio, Suzano, Localiza e Vale estão entre os mais bem pagos do mercado brasileiro
O universo das grandes corporações brasileiras voltou a chamar atenção em 2024 com a divulgação dos salários milionários pagos aos principais executivos do Ibovespa.
O destaque absoluto ficou para Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco (ITUB4), que recebeu uma remuneração total de impressionantes R$ 81,7 milhões no ano, o equivalente a cerca de R$ 6,8 milhões mensais. Esse valor não apenas consolida o Itaú como referência em rentabilidade e escala, mas também evidencia o quanto a liderança executiva é valorizada em empresas de grande porte e atuação global.
Contexto e liderança no ranking
Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, as companhias listadas no Ibovespa destinaram, juntas, R$ 1,35 bilhão à remuneração de seus principais executivos em 2024. O Itaú lidera esse ranking, seguido por nomes de peso como Prio (PRIO3), Suzano (SUZB3), Localiza (RENT3) e Vale (VALE3), todas com pacotes de remuneração superiores a R$ 50 milhões. O CEO da Prio, Roberto Monteiro, por exemplo, recebeu R$ 64,2 milhões, enquanto executivos de Suzano, Localiza e Vale também figuram entre os mais bem pagos do país.
O setor financeiro, tradicionalmente reconhecido por sua lucratividade, aparece novamente apenas na 11ª posição com o Santander (SANB11), cujo CEO Mário Leão recebeu R$ 37,2 milhões. Esse cenário reforça a tendência de que empresas com maior escala operacional e exposição internacional tendem a oferecer os maiores salários do mercado.
Remuneração variável e incentivos de longo prazo
Grande parte desses valores milionários é composta por remuneração variável e incentivos de longo prazo, mecanismos que alinham os interesses dos executivos aos resultados das empresas. Em 2024, o pacote de Maluhy Filho saltou 20,7% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo desempenho recorde do Itaú. No conjunto das 79 empresas do Ibovespa, o reajuste médio foi de 16,8%, bem acima da inflação brasileira, que ficou pouco acima de 4% no período.
Desigualdade salarial e impacto social
A disparidade entre os salários dos principais executivos e a média dos trabalhadores brasileiros permanece gritante. Segundo o IBGE, o rendimento médio mensal do trabalhador ao final de 2024 era de R$ 3.440, totalizando cerca de R$ 44,7 mil no ano, já considerando o 13º salário. O contraste evidencia não apenas a valorização da alta gestão, mas também os desafios de distribuição de renda no país.
Tendências e perspectivas para o mercado
O levantamento mostra que empresas com forte presença global e operações robustas continuam a puxar a fila dos maiores salários, tendência que deve se manter nos próximos anos. Para investidores atentos, entender a política de remuneração executiva pode ser um indicativo relevante sobre a governança e o alinhamento de interesses dentro das companhias.
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