Setor bancário lidera ganhos; dólar cai e investidores apostam em novo corte de juros
Desempenho do Ibovespa impulsionado por inflação e expectativas sobre a Selic
O Ibovespa encerrou a semana com um desempenho expressivo, refletindo o otimismo do mercado diante da desaceleração da inflação e das expectativas de novos cortes na taxa Selic. Nesta sexta-feira, o principal índice da bolsa brasileira saltou 2,97%, atingindo 177.866,37 pontos na máxima intradia, impulsionado pela divulgação do IPCA de junho, que surpreendeu positivamente ao registrar alta de apenas 0,16%. No acumulado semanal, o Ibovespa avançou 2,18%, consolidando um cenário de maior apetite ao risco entre investidores.
A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,64%, ainda acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central, mas a forte desaceleração em relação ao mês anterior reforçou as apostas de que o ciclo de cortes da Selic, iniciado em março pelo Copom, deve continuar. O mercado já precifica um novo corte de 25 pontos-base na reunião de agosto, o que pode levar a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano.
No câmbio, o dólar à vista recuou 0,28% nesta sexta, fechando a R$ 5,1084, e acumulou queda de 1,17% frente ao real na semana, refletindo o fluxo positivo para ativos brasileiros.
Setor bancário e destaques do pregão
O setor bancário foi o grande destaque do pregão, com o Índice Financeiro (IFNC) avançando 4,12%. O Itaú (ITUB4), que representa cerca de 8% do Ibovespa, subiu 4,02%, enquanto a Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR4) também contribuíram para o desempenho positivo do índice, mesmo diante da queda do petróleo no mercado internacional. A CSN (CSNA3) liderou as altas do dia, impulsionada por notícias sobre a possível venda de sua divisão de cimentos.
Por outro lado, a PRIO (PRIO3) foi a única ação do Ibovespa a fechar em queda, pressionada pela prorrogação do imposto de exportação sobre o petróleo, medida que afeta diretamente a companhia por exportar toda a sua produção.
Cenário internacional e ferramentas de acompanhamento
No cenário internacional, as atenções se voltaram para as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o fim do cessar-fogo com o Irã, o que trouxe volatilidade aos mercados de energia. Ainda assim, Wall Street encerrou o dia em alta, puxada pelo setor de tecnologia, e as bolsas asiáticas também fecharam no campo positivo.
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