Mercado reage a caso Master envolvendo Flávio Bolsonaro; dólar sobe 0,44% e Petrobras tem desempenho misto
Mercado financeiro encerra semana sob tensão política e volatilidade
O dólar encerrou o dia a R$ 5,12, com alta de 0,44%. O Ibovespa (IBOV) voltou ao campo negativo no último pregão da semana, pressionado pela intensificação do risco político em torno do caso Master, que voltou a atingir o candidato Flávio Bolsonaro. Nesta sexta-feira, o principal índice da bolsa brasileira fechou com queda de 0,56%, aos 187.206,89 pontos. Apesar da queda no dia, o IBOV acumulou saldo positivo de 1,11% na semana.
O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,1254, com alta de 0,44%. No acumulado semanal, a moeda teve leve desvalorização de 0,11%. O foco dos investidores permaneceu no cenário eleitoral, especialmente após o presidente do STF, Edson Fachin, determinar que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados às investigações do caso Master. Essa decisão elevou a tensão nos mercados, diante da possibilidade de novas revelações envolvendo o escândalo do filme "Dark Horse", que impacta diretamente o senador Flávio Bolsonaro, atualmente visto como favorito pelo mercado e à frente de Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas.
A conexão do nome de Flávio Bolsonaro às investigações pode influenciar negativamente seu desempenho nas próximas pesquisas eleitorais, além de aumentar a volatilidade do mercado financeiro. O histórico recente mostra que episódios semelhantes já afetaram a confiança dos investidores e o desempenho do senador nas pesquisas. O mercado agora aguarda a divulgação da nova pesquisa Datafolha sobre intenção de voto para a Presidência, que pode trazer novos elementos para o cenário político e econômico.
No pregão, a Minerva BEEF3 liderou as altas do Ibovespa, subindo 3,77% e rompendo a marca de R$ 4 pela primeira vez desde maio. Em contrapartida, a Hapvida HAPV3 puxou as perdas, com queda de 8,06%. As blue chips também fecharam em baixa: Petrobras (PETR3) caiu 0,22%, enquanto PETR4 avançou 0,24%, sendo a ação mais negociada do dia. O setor bancário perdeu força, com o IFNC recuando 0,44%, puxado pelo Banco do Brasil (BBAS3), que caiu 1,36%. A Vale (VALE3), com grande peso no índice, teve leve baixa de 0,04%. Na semana, SLC Agrícola (SLCE3) foi destaque de alta, enquanto Direcional (DIRR3) registrou o pior desempenho.
No cenário internacional, Wall Street encerrou o dia em alta, impulsionada pelo alívio nos preços do petróleo, mesmo com dados de inflação reforçando a expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve. O Dow Jones subiu 0,98%, o S&P 500 avançou 0,86% e o Nasdaq ganhou 0,96%. Apesar do desempenho positivo no dia, a semana foi negativa para os principais índices americanos, pressionados pelos rendimentos dos Treasuries e pela alta do petróleo. Na Europa, os mercados fecharam em alta, enquanto na Ásia os índices terminaram em queda.
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