Mercado reage a resultados da Vale, inflação nos EUA e dados do varejo brasileiro em cenário de cautela
O dólar iniciou esta sexta-feira cotado a R$ 5,21, refletindo um cenário de cautela nos mercados financeiros brasileiros e internacionais. O Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, registrava queda de 1,40% por volta das 11h13, atingindo 185.130,55 pontos, em meio à apreensão dos investidores diante dos resultados do quarto trimestre de 2025 da Vale (VALE3). Enquanto isso, o dólar avançava 0,17%, reforçando o movimento de busca por proteção em meio à volatilidade.
Cenário internacional e influência do CPI dos EUA
No exterior, o clima também era de pessimismo. Os principais índices americanos, como Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, operavam em baixa, pressionados pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro nos Estados Unidos. O dado veio levemente abaixo do esperado, com alta mensal de 0,2% frente ao consenso de 0,3%, enquanto o núcleo do índice subiu 0,3%. Esse resultado reforça a percepção de que a inflação americana segue resiliente, o que pode adiar expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve e impactar o apetite ao risco global.
Desempenho do varejo brasileiro e perspectivas econômicas
No Brasil, o foco do mercado se voltou para os números do varejo no fechamento de 2025. O varejo ampliado apresentou queda de 1,2% em relação a novembro, enquanto o varejo restrito recuou 0,4%. Apesar do desempenho negativo no mês, o acumulado do ano mostrou leve crescimento: 0,1% para o ampliado e 1,6% para o restrito. Esses dados sinalizam uma moderação da atividade econômica, em linha com as expectativas dos analistas. Para os próximos meses, políticas fiscais como a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil devem ajudar a sustentar o consumo e a atividade.
Vale pressiona o Ibovespa após prejuízo bilionário
O destaque negativo do pregão ficou por conta da Vale (VALE3), que reportou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado impactado por baixas contábeis. No mesmo período do ano anterior, a mineradora já havia registrado perdas, mas em menor escala (US$ 694 milhões). O resultado pressionou as ações da companhia, que recuavam 1,47% e contribuíam para a queda do Ibovespa (IBOV).
Fundos imobiliários e criptomoedas destoam do pessimismo
Na contramão do mercado acionário, o IFIX (Índice de Fundos Imobiliários), índice dos fundos imobiliários, subia 0,24%, alcançando 3.842,18 pontos. O movimento sugere que investidores buscam alternativas defensivas diante da volatilidade. No universo digital, as criptomoedas mantinham trajetória positiva: o Bitcoin avançava 0,04% e o Ethereum subia 0,18%, mostrando resiliência mesmo em um ambiente de maior aversão ao risco.
Destaques de altas e baixas no Ibovespa
Entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV), Eneva (ENEV3) liderava com valorização de 7,86%, seguida por Braskem (BRKM5), Usiminas (USIM5), Assaí (ASAI3) e PetroRecôncavo (RECV3). Já entre as maiores quedas, Raízen (RAIZ4), Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4), BB Seguridade (BBSE3) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) figuravam entre os destaques negativos.
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