BTG Pactual lidera perdas, Vale e Petrobras avançam; Oracle despenca nos EUA
Ibovespa fecha em queda com volatilidade e pressão dos juros
O Ibovespa (IBOV) encerrou a quarta-feira em queda de 0,79%, aos 157.327,26 pontos, refletindo um cenário de volatilidade que surpreendeu até mesmo investidores experientes. Apesar do avanço de gigantes como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) , que subiram 1,27% e 0,91% respectivamente, o índice não conseguiu sustentar o otimismo diante da pressão dos juros futuros no Brasil, que dispararam e impactaram negativamente o mercado de renda variável.
O setor bancário foi um dos mais afetados, com destaque para o BTG Pactual, cujas ações ( BPAC11 ) recuaram expressivos 3,29%, tornando-se o maior tombo entre os grandes bancos do Ibovespa no dia. O Banco do Brasil (BBAS3) também sentiu o peso do ambiente adverso, caindo 0,75% e sendo negociado a R$ 21,55 por ação. Esse movimento reflete a sensibilidade do setor financeiro ao estresse na curva de juros e à perspectiva de manutenção da taxa Selic (SELIC) em patamares elevados.
A pressão sobre os juros também penalizou empresas mais expostas ao crédito, como a Direcional Engenharia (DIRR3) , que liderou as perdas do índice com queda de 4,40%. O dólar comercial, por sua vez, saltou 1,07% e encerrou o dia cotado a R$ 5,52, evidenciando a busca por proteção em meio à instabilidade local.
Cenário internacional e impacto em Wall Street
No cenário internacional, o clima também foi de cautela. As ações da Oracle (ORCL) despencaram 5,40% após o fracasso de um importante projeto de data centers, resultado da desistência do fundo Bleu Owl Capital devido ao alto endividamento da companhia. O episódio contaminou o humor em Wall Street, levando os principais índices americanos a fechar em baixa: Dow Jones recuou 0,47%, S&P 500 caiu 1,16% e Nasdaq-100 desabou 1,81%.
Destaques positivos e negativos do Ibovespa
Entre os destaques positivos do Ibovespa, Brava Energia (BRAV3) liderou as altas com valorização de 3,69%, seguida por Suzano (SUZB3) , PetroReconcavo (RECV3) , Bradespar (BRAP4) , Vale e Petrobras, todas beneficiadas pela alta das commodities no exterior. Já entre as maiores quedas, além de Direcional Engenharia e BTG Pactual, figuraram nomes como Assaí (ASAI3) , Vamos (VAMO3) , Embraer, Hypera Pharma (HYPE3) e C&A Modas (CEAB3) , refletindo a aversão ao risco e a seletividade dos investidores diante do cenário macroeconômico desafiador.
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