Mercado reage a cenário político e dados internacionais, com dólar em alta e Bitcoin valorizado
Ibovespa inicia o dia sob pressão e ações caem
O Ibovespa inicia esta quarta-feira sob forte pressão, refletindo o aumento da aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro. Por volta das 11h30, o principal índice da bolsa nacional recuava 0,7%, situando-se próximo dos 157,4 mil pontos, segundo dados da B3. O movimento de queda é impulsionado por uma onda de desvalorização em ações de setores variados, com destaque para Direcional (DIRR3), que lidera as perdas com baixa de 5,9%, negociada a R$ 14,10. Ecorodovias (ECOR3) e LWSA (LWSA3) também figuram entre as maiores quedas, com recuos de 5,6% e 5,3%, respectivamente. Entre as blue chips, Bradesco (BBDC4) apresenta o pior desempenho, caindo 1,8% e sendo cotado próximo dos R$ 18.
No contraponto, algumas ações resistem à maré negativa. Azul (AZUL4) lidera as altas do dia, subindo 4% e buscando o patamar de R$ 0,85. Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3) também registram ganhos, de 1,3% e 0,8%, respectivamente, mostrando que, mesmo em dias de volatilidade, oportunidades pontuais podem surgir para investidores atentos.
O ambiente negativo não se restringe ao Ibovespa. O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) recua 0,1%, aos 3.687 pontos, enquanto o IBrX 100 cai 1,3% desde a abertura, sinalizando um ajuste mais amplo nos ativos de risco.
No câmbio, o dólar volta a ganhar força frente ao real, avançando 0,7% e sendo negociado a R$ 5,50. O euro também se valoriza, subindo 0,4% para R$ 6,45, enquanto o peso argentino tem leve alta de 0,15%. A libra é a única exceção, recuando 0,4% no dia. No universo das criptomoedas, o Bitcoin (BTC) avança 1,7%, cotado a R$ 483 mil, e o índice CoinDesk 20 sobe 0,2%, indicando apetite seletivo por ativos digitais.
O pano de fundo para esse movimento de aversão ao risco é, sobretudo, político. O mercado reage às recentes pesquisas eleitorais que apontam o presidente Lula (PT) como favorito para a disputa presidencial de 2026, superando outros nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL). A indefinição sobre o cenário político aumenta a cautela dos investidores, que já vinham ajustando suas posições diante das incertezas fiscais e econômicas do país.
No cenário internacional, as atenções se voltam para a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos, prevista para quinta-feira (18). O resultado será determinante para as apostas em relação à trajetória dos juros americanos, especialmente após o recente shutdown do governo. A depender do dado, pode haver impacto direto sobre o fluxo de capitais para mercados emergentes como o Brasil, influenciando tanto o câmbio quanto o apetite por ativos de risco.
Diante desse cenário de volatilidade e incerteza, investidores buscam alternativas para proteger e rentabilizar seus portfólios. Para quem deseja acompanhar de perto o desempenho das principais ações e identificar oportunidades mesmo em dias turbulentos, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos ativos mais valorizados e depreciados do mercado, auxiliando na tomada de decisão estratégica.