Investimentos bilionários em IA geram volatilidade em bolsas globais e impactam ações brasileiras no exterior
Investidores globais acompanham com atenção os movimentos da Amazon
Investidores globais acompanham com atenção os movimentos da Amazon, que anunciou um investimento recorde de US$ 200 bilhões para 2026, com foco predominante em inteligência artificial (IA). O anúncio, que representa um aumento de mais de 60% em relação ao ano anterior e supera em US$ 50 bilhões as projeções de Wall Street, acendeu debates sobre a viabilidade e o retorno desses aportes bilionários em infraestrutura tecnológica.
O contexto internacional é de volatilidade, especialmente nas bolsas norte-americanas, onde a tese da IA tem gerado tanto entusiasmo quanto cautela. A Amazon, que já expandiu seus negócios muito além do varejo online, aposta pesado em serviços de nuvem e soluções de IA, buscando consolidar sua liderança em um setor cada vez mais competitivo. Contudo, a magnitude dos investimentos levanta dúvidas entre investidores sobre o equilíbrio entre crescimento acelerado e sustentabilidade financeira.
Não é apenas a Amazon que está nessa corrida: Google, Microsoft e Meta também planejam, juntas, investir cerca de US$ 700 bilhões em IA apenas neste ano. Esse movimento coletivo pressiona o mercado, que reage com oscilações expressivas. Desde o início de fevereiro, a Amazon já perdeu cerca de US$ 450 bilhões em valor de mercado, chegando a registrar queda de 1,4% em um único dia, antes de ensaiar uma leve recuperação e fechar em alta de 1,19%.
Volatilidade nos principais índices de Wall Street
Os principais índices de Wall Street também refletiram essa volatilidade, encerrando o pregão praticamente estáveis após um início negativo. O Dow Jones subiu 0,07%, o S&P 500 avançou 0,10% e o Nasdaq-100 (NDX) teve alta de 0,14%, em um cenário de cautela após o feriado do Dia do Presidente nos EUA.
Impactos no Brasil e desempenho de ativos nacionais
Enquanto isso, no Brasil, o Carnaval manteve a B3 fechada, mas investidores brasileiros puderam acompanhar o desempenho de ativos nacionais listados nas bolsas americanas. O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), que replica uma cesta de empresas brasileiras, recuou 0,84%, refletindo o clima de aversão ao risco global. Entre as empresas, a Vale (VALE) teve queda expressiva de 4,5%, pressionada pela cotação do minério de ferro na China, enquanto Petrobras (PETR4) recuou 1,12% em meio à queda do petróleo Brent e negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã.
Outras companhias brasileiras também sentiram o impacto: Suzano (SUZB3) caiu 1,88%, Gerdau (GGBR4) recuou 1,70%, enquanto Nubank e Itaú (ITUB4) mostraram estabilidade e leve alta, respectivamente. Embraer, por sua vez, avançou 0,66%, destacando-se positivamente no cenário internacional.
Acompanhamento do desempenho das ações brasileiras no exterior
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