Fundo Capitânia Securities II destaca-se por gestão ativa, desconto atrativo e dividendos elevados
A XP Investimentos reforçou sua recomendação de compra para o fundo imobiliário Capitânia Securities II (CPTS11), destacando uma combinação estratégica de desconto relevante, geração consistente de renda e gestão ativa eficiente.
O preço alvo projetado pela corretora é de R$ 9,18, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 17% sobre a cotação atual, que gira em torno de R$ 7,84.
Contexto e fundamentos da recomendação
Segundo os analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar, a tese de investimento no Capitânia Securities II (CPTS11) se sustenta em cinco pilares centrais. O primeiro é a gestão ativa: a Capitânia é reconhecida por sua atuação eficiente e histórico sólido de geração de valor. Desde sua criação em 2014, o fundo acumulou um desempenho equivalente a 127% do Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) e 118% do CDI, considerando tanto a valorização das cotas quanto os rendimentos distribuídos.
Outro ponto de destaque é a composição da carteira. O CPTS11 adota uma estratégia híbrida, investindo em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e cotas de outros fundos imobiliários, formando um portfólio diversificado e de baixo risco, com foco predominante em ativos high grade. Atualmente, cerca de 79% do portfólio de FIIs do fundo está alocado em fundos de tijolo de alta qualidade, que ainda negociam com descontos relevantes e tendem a se valorizar em um cenário de queda dos juros.
Alinhamento de interesses e desconto de mercado
A XP também ressalta o alinhamento entre a gestora e os cotistas. Apesar de aproximadamente 43% do portfólio de FIIs estar exposto a fundos geridos pela própria Capitânia, a gestora mantém a renúncia à cobrança integral da taxa de gestão sobre esses investimentos, reforçando o compromisso com os investidores.
O terceiro pilar da tese é o desconto das cotas: o CPTS11 negocia atualmente com um deságio de cerca de 15% em relação ao valor patrimonial, com um P/VP de 0,85. Para a XP, esse nível de desconto é excessivo diante da qualidade dos ativos e da capacidade de geração de renda do fundo.
Projeção de dividendos e potencial de retorno
Por fim, os analistas destacam a revisão do guidance de dividendos. Pela segunda vez em seis meses, a gestão elevou a projeção de distribuição para um intervalo entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota até setembro de 2026. Aos preços atuais, isso implica um dividend yield estimado entre 12,3% e 15,4%, patamar considerado bastante atrativo para investidores que buscam renda recorrente e potencial de valorização.
Para quem deseja acompanhar de perto o desempenho e as projeções de dividendos dos principais fundos imobiliários do mercado, a ferramenta de Previsão de Dividendos da AUVP Analítica oferece análises detalhadas e atualizadas, facilitando a tomada de decisão estratégica.