Juros altos e volatilidade global impulsionam ouro e bolsa brasileira, enquanto Bitcoin e dólar caem
O ouro encerrou 2025 como o grande protagonista dos mercados, registrando uma valorização impressionante de mais de 65% e consolidando-se como o ativo de maior destaque do ano.
Em um cenário marcado por juros elevados e volatilidade global, o metal precioso atraiu investidores em busca de proteção e retornos consistentes, superando amplamente outros investimentos tradicionais.
Contexto econômico e desempenho dos ativos
O ambiente econômico de 2025 foi caracterizado por uma combinação de fatores que impulsionaram o ouro e a bolsa brasileira. A manutenção da Selic (SELIC) em patamares elevados, fixada em 15% ao ano desde junho, fortaleceu a renda fixa, mas não impediu que o Ibovespa (IBOV) também brilhasse. O principal índice da bolsa nacional avançou 33,95%, atingindo recordes históricos e atraindo capital estrangeiro, especialmente diante da instabilidade em outros mercados globais.
Enquanto isso, o dólar sofreu sua maior queda anual desde 2016, recuando 11,14% frente ao real. A moeda americana foi pressionada por tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos e pela redução dos juros naquele país, o que levou investidores a buscarem alternativas mais rentáveis e seguras, como o ouro e mercados emergentes.
Bitcoin e dólar: os grandes perdedores do ano
Nem todos os ativos conseguiram surfar a onda positiva de 2025. O Bitcoin, por exemplo, amargou uma desvalorização de 17,62%, impactado pelo receio de uma bolha no setor de Inteligência Artificial e pelas incertezas no cenário internacional. O dólar, por sua vez, também decepcionou, refletindo mudanças na política monetária americana e tensões comerciais globais.
Bolsa brasileira e FIIs em alta
Além do ouro, o mercado de ações brasileiro viveu um ano de forte recuperação. O Ibovespa (IBOV) não foi o único a registrar ganhos expressivos: índices como o de small caps e o IFIX (IFIX), que representa os Fundos Imobiliários, avançaram mais de 20%. O IDIV (IDIV), índice de dividendos da B3, subiu quase 30%, impulsionado pela antecipação de proventos diante das mudanças tributárias previstas para 2026, que incluem a taxação de dividendos acima de R$ 50 mil mensais e o aumento da alíquota de IR sobre Juros sobre Capital Próprio.
Renda fixa e BDRs também garantem ganhos
A renda fixa manteve sua atratividade, com o CDI (CDI) rendendo 14,20% no ano e a poupança, 8,19%. Investidores que apostaram em BDRs também foram beneficiados pelo desempenho positivo das bolsas americanas, mesmo em meio a incertezas globais.
Análise e perspectivas
O desempenho do ouro e da bolsa brasileira em 2025 evidencia a importância da diversificação e da análise criteriosa do cenário macroeconômico. Em um ambiente de juros altos e volatilidade internacional, ativos considerados "porto seguro" e mercados emergentes ganharam protagonismo. Para o investidor atento, o ano reforçou a necessidade de acompanhar tendências e ajustar estratégias conforme as mudanças regulatórias e econômicas.
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