Ibovespa fecha em alta com Petrobras em destaque, apesar da contração do PMI industrial brasileiro
Cenário econômico global pressiona mercados e PMI industrial brasileiro recua
O cenário econômico global voltou a pressionar os mercados nesta quinta-feira, com o PMI industrial brasileiro recuando para 44,8 em setembro — o pior patamar desde abril de 2023. O dado, divulgado pela S&P Global, evidencia uma contração mais acentuada da indústria nacional, refletindo demanda enfraquecida, competição acirrada e incertezas eleitorais que pairam sobre o país. Esse ambiente desafiador impacta diretamente as expectativas de crescimento e a confiança dos investidores.
Ibovespa fecha em alta apesar do ambiente externo adverso
Apesar do ambiente externo adverso, o Ibovespa (IBOV) conseguiu fechar o primeiro pregão de outubro em alta de 0,46%, aos 187.197 pontos, sustentado principalmente pela força das ações da Petrobras (PETR4) e pela recuperação parcial dos bancos. O índice oscilou ao longo do dia, chegando a cair mais de 0,7%, mas reagiu na reta final, acumulando valorização de 2,03% na semana e 16,18% no ano. O volume financeiro negociado atingiu R$ 26,80 bilhões, sinalizando resiliência do mercado brasileiro diante das turbulências globais.
Dólar avança e petróleo dispara com cenário internacional volátil
No câmbio, o dólar comercial avançou 0,89%, encerrando cotado a R$ 5,220, em linha com o fortalecimento global da moeda americana. O movimento reflete a busca por proteção em meio à escalada dos rendimentos dos Treasuries, que atingiram o maior nível em 24 anos, e à disparada do petróleo, com o Brent superando US$ 102 o barril após restrições chinesas às exportações de derivados.
O ambiente internacional segue marcado por volatilidade. O rendimento do Treasury de 10 anos chegou a 5,34%, maior patamar desde 2002, enquanto o petróleo foi impulsionado por tensões geopolíticas e decisões estratégicas da China. Nos Estados Unidos, dirigentes do Federal Reserve reforçaram o compromisso com o controle da inflação, mas mantiveram o mercado em compasso de espera quanto à trajetória dos juros.
Petrobras lidera ganhos; Vale e bancos têm desempenho misto
No mercado doméstico, a Petrobras (PETR4) foi o grande destaque positivo, impulsionada pela alta do petróleo e por dados recordes de produção nacional. A estatal também anunciou reajuste de 11,8% no preço do querosene de aviação. Já a Vale (VALE3) oscilou, mas fechou em leve alta. Entre os bancos, o Santander (SANB11) liderou as perdas, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) reduziram as quedas ao final do pregão. No lado oposto, Azzas 2154 e Casas Bahia figuraram entre as maiores altas, refletindo movimentos corporativos e ajustes de mercado.
Indústria sob pressão e volatilidade eleitoral
O setor industrial, por sua vez, segue sob pressão, com o PMI sinalizando retração e reforçando o clima de cautela. A proximidade das eleições adiciona um componente extra de volatilidade, com investidores atentos a pesquisas e debates que podem influenciar o cenário político e econômico.
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