Mercado Financeiro
12/08/2026
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Mercado brasileiro reage com cautela a dados de inflação dos EUA e balanços corporativos

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Ibovespa recua, dólar sobe e ações de siderurgia lideram altas em dia de volatilidade e expectativa global

Mercado financeiro brasileiro inicia o dia com cautela

O mercado financeiro brasileiro amanheceu sob o signo da cautela nesta quarta-feira, refletindo a expectativa em torno dos dados de inflação dos Estados Unidos. O Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa brasileira, recuava 0,17% por volta das 11h, atingindo 167.594 pontos, enquanto o dólar avançava na mesma proporção, cotado a R$ 5,18. Esse movimento revela o clima de incerteza que permeia os investidores diante do cenário macroeconômico global.

No universo das commodities, o petróleo Brent também registrava queda de 0,77%, negociado a US$ 82,54, sinalizando menor apetite por risco e ajustes diante das perspectivas para a economia internacional. Já o IFIX (IFIX), índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados da B3, acompanhava o tom negativo, recuando 0,26% aos 3.712 pontos.

O segmento de criptomoedas, por sua vez, apresentava um comportamento dividido: enquanto o Bitcoin (BTC) caía 0,70%, o Ethereum (ETH) avançava 0,70%, evidenciando a volatilidade e a falta de consenso entre os principais ativos digitais.

Mercado internacional reage a dados de inflação dos EUA

No exterior, o clima era mais otimista. As bolsas americanas reagiam positivamente à divulgação do CPI (índice de preços ao consumidor) dos EUA, que subiu 0,1% em julho, segundo o Escritório de Estatísticas do Trabalho. O Dow Jones subia 0,64%, o S&P 500 avançava 0,23% e o Nasdaq ganhava 0,53%, refletindo a leitura de que a inflação controlada pode adiar novas altas de juros pelo Federal Reserve.

Especialistas do mercado destacam que a desaceleração do índice cheio foi puxada principalmente pela queda nos preços de energia, enquanto o núcleo da inflação, especialmente em serviços, ainda mostra pressão. Para analistas, o dado reforça a expectativa de manutenção das taxas de juros nos EUA em setembro, com possível ajuste apenas em outubro, caso o cenário inflacionário se altere.

Temporada de balanços e destaques do pregão

No Brasil, além do impacto externo, a temporada de balanços segue movimentando o mercado. Após o fechamento do pregão, empresas como Americanas, Banco do Brasil, Braskem e Suzano divulgam seus resultados, o que pode trazer volatilidade adicional aos papéis dessas companhias.

Entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV), destacam-se GOAU4 (+3,28%), GGBR4 (+2,73%) e CSNA3 (+2,10%), impulsionadas pelo desempenho do setor de siderurgia e mineração. Já entre as maiores quedas, DIRR3 (-5,18%), VAMO3 (-3,57%) e CURY3 (-2,89%) refletem ajustes pontuais e realização de lucros após movimentos recentes.

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