Cortes na geração renovável impactam Auren e Engie; Copel e Axia ganham destaque positivo
O setor elétrico brasileiro está no centro das atenções após o JPMorgan revisar suas projeções para o biênio 2026-2028, trazendo uma análise mais pragmática e, em alguns casos, cautelosa para as principais empresas do segmento. O relatório do banco destaca uma preocupação crescente com o curtailment — o corte involuntário de geração para manter a estabilidade da rede —, fenômeno que pode impactar diretamente a receita das companhias de energia renovável.
Impacto do Curtailment e Vulnerabilidade das Renováveis
Segundo o JPMorgan, os cortes de geração podem atingir até 30% da produção solar e 20% da eólica, números que acendem um alerta para o setor. Nesse contexto, Auren (AURE3) e Engie (EGIE3) aparecem como as empresas mais vulneráveis. A Auren, em especial, enfrenta um cenário adverso: além de uma geração eólica fraca prevista para o fechamento de 2025, há um alto risco de cortes em 2026. O banco projeta que o Ebitda da companhia pode ficar 16% abaixo do consenso de mercado para este ano, justificando a recomendação neutra e a redução do preço-alvo para R$ 12,30.
Axia e Copel: Menor Exposição, Maior Potencial
Na contramão do pessimismo que ronda as renováveis, Axia (AXIA3) e Copel (CPLE3) se destacam positivamente. O motivo é claro: ambas possuem menor exposição relativa a fontes eólicas e solares, o que as protege dos cortes de carga previstos. Além disso, a valorização dos preços de energia no mercado — com alta de 18% desde dezembro — favorece diretamente o Ebitda dessas empresas para 2026. Eventos societários recentes também reforçam a tese de investimento: a Axia realizou uma capitalização robusta de R$ 30 bilhões e emitiu novas ações, enquanto a Copel consolidou sua governança ao migrar para o Novo Mercado e anunciou R$ 1,4 bilhão em dividendos.
Comparativo de Projeções e Perspectivas
O relatório do JPMorgan apresenta um panorama estratégico atualizado, comparando recomendações e preços-alvo para as principais ações do setor. Copel lidera com potencial de valorização de 19,4%, seguida por Axia, enquanto Auren e Engie enfrentam perspectivas mais desafiadoras. O destaque negativo fica para a Engie, que recebeu recomendação de venda e pode recuar mais de 10%, segundo o banco, devido à não precificação total dos dados fracos de geração reportados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).
Análise e Tendências para o Investidor
O cenário para 2026 exige maior seletividade dos investidores. Enquanto as empresas focadas em renováveis enfrentam desafios operacionais e técnicos, aquelas com portfólios diversificados e sólida governança, como Copel e Axia, tendem a apresentar resultados mais robustos e manter a remuneração aos acionistas. A análise da AUVP Analítica reforça a importância de acompanhar de perto as tendências do setor elétrico e avaliar o posicionamento estratégico das companhias diante das mudanças regulatórias e de mercado.
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