Banco destaca-se com dividend yield de 6% e potencial valorização de 23% em 12 meses, segundo Safra
O cenário de dividendos para 2025 promete movimentar o mercado financeiro brasileiro, especialmente entre os grandes bancos listados na B3.
Segundo projeções recentes do Banco Safra, um único gigante do setor deve distribuir impressionantes R$ 22,5 bilhões em dividendos ao longo do próximo ano, consolidando-se como referência para investidores que buscam renda passiva e estabilidade em suas carteiras.
O papel dos bancos na estratégia de longo prazo
Os bancos tradicionais sempre ocuparam posição de destaque nas carteiras de investidores de perfil conservador e moderado, especialmente dentro da metodologia BEST, que privilegia setores resilientes como bancos, elétricas, seguradoras e telecomunicações. No entanto, nem todos os grandes nomes do setor financeiro devem repetir o desempenho robusto em proventos observado em ciclos anteriores.
O Banco do Brasil (BBAS3), por exemplo, que já figurou entre os maiores pagadores de dividendos com yields superiores a 12%, enfrenta desafios em sua carteira de crédito voltada ao agronegócio. Esse cenário tem impactado negativamente o fluxo de proventos da estatal, tornando improvável uma recuperação expressiva no curto prazo.
Já o BTG Pactual segue uma estratégia distinta, priorizando o reinvestimento dos lucros para valorização patrimonial, em vez de distribuir dividendos volumosos. Isso o afasta do perfil buscado por quem prioriza renda recorrente.
Itaú Unibanco: protagonista dos dividendos em 2025
O destaque absoluto, segundo o Safra, é o Itaú Unibanco (ITUB4). A instituição não apenas mantém recomendação de compra, como também apresenta potencial de valorização de 23% em 12 meses, com preço-alvo de R$ 49 por ação. O banco deve remunerar seus acionistas com R$ 2,50 por ação em 2025, o que representa um dividend yield de 6% — um patamar atrativo mesmo após a forte valorização das ações neste ano.
A expectativa é que o Itaú distribua R$ 22,5 bilhões em proventos, superando com folga os R$ 15 bilhões em dividendos extraordinários pagos em 2024. Essa robustez se apoia em fundamentos sólidos: projeção de crescimento de 8% no NII (Receita Líquida de Investimentos) ajustado ao risco, impulsionado por uma carteira de empréstimos em expansão e custos de risco sob controle.
Eficiência operacional e desafios à frente
Apesar do aumento previsto de 11% nas despesas com tecnologia em 2025, o Itaú deve compensar esse avanço com ganhos de eficiência operacional, especialmente após medidas de enxugamento de quadro e redução de despesas administrativas. O banco realizou recentemente cortes significativos em sua equipe, buscando elevar a produtividade e manter a rentabilidade elevada.
Para 2026, o Safra projeta um lucro líquido de R$ 51,1 bilhões para o Itaú, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 23,6%, alinhado ao consenso de mercado. Os principais riscos para a tese de investimento em ITUB4 incluem deterioração do cenário macroeconômico, mudanças regulatórias e aumento da competição no setor bancário.
Retorno histórico e perspectiva para o investidor
O histórico de desempenho do Itaú reforça sua atratividade: um investimento de R$ 1 mil em ITUB4 há dez anos teria se transformado em mais de R$ 8 mil, considerando o reinvestimento dos dividendos, superando amplamente o retorno do Ibovespa (IBOV) no mesmo período.
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