Rumores de venda de ativos impulsionam Brava; Suzano e Azul também avançam no mercado
O Ibovespa, principal termômetro do mercado de ações brasileiro, voltou a ganhar fôlego nesta quinta-feira (18), impulsionado por notícias relevantes envolvendo grandes empresas do setor de energia e papel e celulose.
Por volta das 14h, o índice subia 0,7%, retomando a marca dos 158 mil pontos, segundo dados da B3, em um movimento que reacende o otimismo dos investidores após dias de estabilidade.
Brava Energia lidera altas com rumores de venda de ativos
O destaque do pregão ficou por conta da Brava Energia (BRAV3), cujas ações dispararam cerca de 11% e eram negociadas a R$ 16,20 na tarde de hoje. O motivo da valorização expressiva foi a especulação sobre uma possível venda de três poços de gás para a Eneva, operação que poderia movimentar até US$ 450 milhões. Apesar do comunicado oficial da Brava afirmar que avalia constantemente seu portfólio e não ter conhecimento de interessados, o mercado reagiu de forma positiva à possibilidade de desinvestimento estratégico, enxergando potencial de geração de caixa e foco em ativos mais rentáveis.
Outros destaques do Ibovespa
Além da Brava, a Suzano (SUZB3) também contribuiu para o desempenho do índice, avançando mais de 6% e sendo negociada a R$ 53. A Azul (AZUL4) completou o pódio das maiores altas, com seus papéis em trajetória positiva e próximos de R$ 0,85. Na contramão, empresas como São Martinho (SMTO3), Direcional (DIRR3) e Ânima Educação (ANIM3) registraram quedas médias de 2%, mas o saldo geral foi de otimismo, com as principais blue chips sustentando o Ibovespa em alta.
Cenário internacional e moedas
No ambiente externo, o real apresentou desempenho misto: valorizou-se 0,12% frente ao euro, mas recuou 0,11% ante o dólar, que era cotado a R$ 5,529, conforme o Banco Central. Nos Estados Unidos, as bolsas reagiram positivamente a dados de inflação melhores que o esperado, com o Nasdaq subindo 1,3%, a NYSE 0,6% e o S&P 500 acima de 0,65%.
Juros futuros recuam após fala do Banco Central
O mercado de juros também foi influenciado por declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que reiterou a necessidade de mais dados antes de qualquer decisão sobre o início do ciclo de cortes da Selic (SELIC). Após suas falas, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 e 2031 recuaram para 13,25% e 13,61%, respectivamente, refletindo a cautela dos agentes econômicos diante do cenário de incerteza sobre a política monetária.
Análise e perspectivas
O movimento observado nesta quinta-feira evidencia como rumores e expectativas sobre operações corporativas podem rapidamente alterar o humor do mercado, especialmente em setores estratégicos como energia. A valorização da Brava Energia sinaliza que investidores estão atentos a oportunidades de reestruturação e geração de valor, enquanto a performance positiva de outras blue chips reforça a resiliência do Ibovespa (IBOV) mesmo diante de volatilidade global.
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