Setores de petróleo, papel e bancos impulsionam mercado; dólar estável e dados dos EUA influenciam
Ibovespa fecha em alta, impulsionado por petroleiras e setor bancário
O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (18) em alta de 0,53%, atingindo 158.163,42 pontos e recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. O movimento positivo do principal índice da bolsa brasileira ocorreu mesmo com a Petrobras (PETR4) no vermelho, refletindo o impacto da greve que afeta a estatal e já compromete 28 plataformas de petróleo. Apesar do recuo de 0,51% da PETR4, outras petroleiras se destacaram entre as maiores altas do dia, impulsionadas pela valorização do petróleo Brent, que fechou acima dos US$ 59 por barril em meio à persistente tensão geopolítica entre Estados Unidos e Venezuela.
O setor de petróleo e gás foi protagonista, com Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) saltando 6,44% e 3,12%, respectivamente. O desempenho robusto dessas empresas mostra como a exposição à commodity pode ser um diferencial em momentos de volatilidade. Além disso, o setor bancário também contribuiu para o avanço do Ibovespa, beneficiado pelo recuo dos juros futuros. O BTG Pactual (BPAC11) figurou entre os destaques positivos, com alta de 2,01%, refletindo o alívio no segmento financeiro após perdas recentes.
Outro fator relevante foi a valorização de empresas com receitas dolarizadas, que ganharam tração diante da estabilidade do dólar comercial, cotado a R$ 5,52 ao final do pregão. A leve alta de 0,01% na moeda americana reflete tanto as incertezas políticas ligadas ao cenário eleitoral de 2026 quanto a sinalização do Banco Central sobre o futuro da taxa Selic (SELIC), ainda indefinido para a reunião de janeiro daquele ano.
No cenário internacional, Wall Street também apresentou desempenho positivo após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que surpreenderam positivamente o mercado. O S&P 500 avançou 0,79%, aproximando-se dos 6.800 pontos, enquanto o Nasdaq-100 (NDX) subiu 1,42%. O destaque ficou para a Micron Technology (MU), que disparou 10% após projetar forte receita para o último trimestre de 2025, impulsionada por projetos ligados à inteligência artificial.
Entre as maiores altas do Ibovespa, além das petroleiras, Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) também se destacaram, refletindo o bom momento do setor de papel e celulose. Já entre as quedas, Hapvida (HAPV3), MRV Engenharia (MRVE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) lideraram as perdas, evidenciando a seletividade dos investidores em meio ao ambiente de incertezas.
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