Ações do Itaú sobem 2%, enquanto Vale e Petrobras recuam, impactando o índice e refletindo cenário global
Ibovespa fecha em alta impulsionado por ações do Itaú
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,32%, aos 182.127,25 pontos, impulsionado principalmente pelo desempenho robusto das ações do Itaú (ITUB4), que subiram 2,02% e se aproximaram do topo histórico, refletindo expectativas positivas para os resultados de 2025. Analistas do mercado, como a XP, revisaram para cima o preço-alvo do papel, projetando R$ 51 para 2026, o que reforça o otimismo em torno do maior banco privado do país.
No entanto, o avanço do índice foi limitado por quedas expressivas de dois gigantes do mercado: Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4). As ações dessas companhias recuaram 3,33% e 1,39%, respectivamente, acompanhando a desvalorização do minério de ferro (-1,73%) e do petróleo (-2,5%) nos mercados internacionais. Esse movimento evidencia a forte correlação entre o desempenho das commodities e o humor da bolsa brasileira, já que a economia nacional é altamente dependente das exportações desses produtos.
O dólar comercial fechou praticamente estável, cotado a R$ 5,25, mas a pressão negativa sobre as commodities tende a impactar a moeda brasileira, reforçando a volatilidade do câmbio em um cenário global incerto. No exterior, o clima também foi de cautela. Os principais índices de Wall Street – Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq-100 (NDX) – encerraram o dia em queda, refletindo uma rotação de portfólio dos investidores internacionais. O movimento indica uma preferência momentânea por empresas tradicionais, consideradas descontadas, em detrimento das gigantes de tecnologia, que vêm sendo associadas a riscos de bolha, especialmente diante das incertezas em torno da inteligência artificial.
Entre as maiores altas do Ibovespa, destacaram-se MRV Engenharia (MRVE3), Vamos (VAMO3) e Cury (CURY3), todas com ganhos expressivos, impulsionadas por fatores setoriais e perspectivas de recuperação econômica. Por outro lado, Braskem (BRKM5), Porto Seguro (PSSA3) e Hapvida (HAPV3) lideraram as perdas, refletindo desafios específicos de seus segmentos e o ambiente de maior aversão ao risco.
Para o investidor atento, compreender os movimentos setoriais e o impacto das commodities é fundamental para navegar em um mercado cada vez mais sensível ao cenário internacional. Ferramentas como o Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferecem uma visão detalhada das performances diárias e históricas das principais ações, auxiliando na tomada de decisão estratégica em meio à volatilidade.