Setor bancário e varejistas se destacam com queda dos juros e otimismo econômico; dólar recua
Ibovespa fecha em alta impulsionado por dados econômicos e setor bancário
O Ibovespa encerrou esta terça-feira (23) em alta expressiva, atingindo 160.333 pontos, com valorização de 1,39%. O movimento positivo foi impulsionado não apenas pelo tradicional otimismo de fim de ano, mas principalmente por dados econômicos que surpreenderam positivamente o mercado. A prévia da inflação para 2025 veio abaixo das expectativas, abrindo espaço para investidores aproveitarem oportunidades de compra em setores estratégicos.
O destaque do dia ficou para o setor bancário, que se beneficiou da queda dos juros futuros. O Santander Brasil (SANB4) disparou 5,52%, refletindo não só o ambiente mais favorável para bancos, mas também a proximidade do pagamento de R$ 620 milhões em proventos aos acionistas. O Banco do Brasil (BBAS3) também teve desempenho relevante, avançando 2,11% e sendo negociado a R$ 21,75 por ação. Empresas mais sensíveis à taxa Selic, como varejistas e educacionais, também figuraram entre as maiores altas, com o mercado apostando em cortes de juros a partir de 2026. Nesse contexto, a C&A Modas (CEAB3) saltou 6,39%.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,95%, fechando a R$ 5,53. O movimento foi atribuído a fatores políticos, especialmente após o cancelamento de uma entrevista com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que trouxe alívio momentâneo à taxa cambial e interrompeu uma sequência de altas da moeda americana.
No cenário internacional, Wall Street também viveu um dia de otimismo. O S&P 500 renovou seu recorde histórico, superando os 6.900 pontos pela primeira vez, impulsionado pelo apetite global por ações de tecnologia. Gigantes do setor, como Nvidia e Broadcom, registraram altas de 3,01% e 2,30%, respectivamente, refletindo o entusiasmo dos investidores com o avanço da inteligência artificial.
Entre as ações que mais subiram no Ibovespa, além de C&A Modas, destacaram-se Cogna (5,85%), Yduqs (4,85%), Direcional Engenharia (4,71%), Santander Brasil (4,41%) e Vivara (3,86%). Por outro lado, Braskem liderou as quedas, recuando 4,92%, seguida por Bradespar, Grupo Pão de Açúcar, Natura, Vale e Raízen, que tiveram desempenhos mais discretos ou estáveis.
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