Investidores estrangeiros monitoram cenário político e Selic para oportunidades em bancos brasileiros
O cenário eleitoral de 2026 já começa a influenciar as expectativas do mercado financeiro brasileiro, especialmente no que diz respeito ao desempenho das ações dos grandes bancos. Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) surgem como protagonistas potenciais, com espaço para valorização caso o ambiente político e macroeconômico se mostre favorável após as eleições presidenciais.
O olhar do investidor estrangeiro
A dinâmica da bolsa brasileira é fortemente impactada pelo fluxo de capital internacional. Recentemente, a confirmação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) à presidência provocou volatilidade inicial, com o Ibovespa (IBOV) em dólar (EWZ) registrando queda expressiva. No entanto, segundo relatório do BTG Pactual, investidores estrangeiros não demonstraram preocupação excessiva com o cenário político, avaliando que as mudanças até o momento não alteram substancialmente os fundamentos do mercado.
O banco destaca que, apesar da disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há uma incerteza marginal crescente sobre o desfecho eleitoral e seus reflexos na política econômica, especialmente no ciclo de cortes da taxa Selic (SELIC), atualmente em 15% ao ano.
Impacto da Selic e oportunidades para bancos
Com a expectativa de início da redução da Selic (SELIC) já em janeiro de 2026, empresas mais alavancadas tendem a ser beneficiadas. Caso o novo governo adote uma política fiscal responsável, há potencial para cortes ainda mais profundos na taxa básica e, consequentemente, redução das taxas de juros de longo prazo. Nesse contexto, bancos como Banco do Brasil e Bradesco, que ainda negociam com desconto em relação a seus picos históricos, podem se destacar.
O Banco do Brasil, por exemplo, segue com um desconto de cerca de 27% em relação à máxima registrada em maio de 2025. Já o Bradesco, apesar de uma forte recuperação em 2025, ainda acumula queda de 42% desde o topo de 2019. Analistas do BTG Pactual apontam que, se o cenário de queda de juros se confirmar aliado a eleições positivas, essas instituições financeiras podem apresentar desempenho superior ao de concorrentes como Itaú (ITUB4) e XP (XPBR31).
Visão estratégica e seleção de vencedores
Apesar do otimismo com a recuperação de BBAS3 e BBDC4, os especialistas alertam que o mercado não necessariamente premiará todos os bancos igualmente. O destaque deve permanecer com aquelas empresas capazes de crescer de forma consistente, independentemente do ambiente de juros. Entre os favoritos dos investidores estrangeiros, Itaú, BTG Pactual e Nubank aparecem como nomes recorrentes, reforçando a importância de uma gestão eficiente e adaptabilidade em cenários desafiadores.
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