Emissão de CRAs da SLC Agrícola oferece retorno acima do Tesouro Direto, com rating AA e vencimento em 2033
O mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) volta a ganhar destaque entre investidores atentos à renda fixa, especialmente diante da recente emissão realizada pela SLC Agrícola (SLCE3), com vencimento previsto para setembro de 2033.
O interesse crescente por esses títulos é impulsionado por sua rentabilidade superior à de alternativas tradicionais, como o Tesouro Direto, embora envolva riscos e complexidades que exigem análise criteriosa.
Contexto e atratividade dos CRAs da SLC Agrícola
Os CRAs emitidos pela SLC Agrícola (SLCE3) chamaram a atenção de analistas do BTG Pactual, que enxergam nesses papéis uma relação risco-retorno bastante atrativa. Com taxa indicativa de CDI + 0,65% ao ano e preço unitário em torno de R$ 1.042,59, segundo dados da Anbima, esses títulos oferecem rendimento próximo de 1% ao ano acima da taxa Selic vigente. O pagamento de juros ocorre semestralmente, em março e setembro, até o vencimento em 2033, com amortização parcial do principal já em setembro de 2032.
Saúde financeira e desafios da SLC Agrícola
A robustez financeira da SLC Agrícola (SLCE3) reforça a confiança dos investidores: a companhia captou R$ 900 milhões com a emissão dos CRAs e, em meados de 2025, apresentava caixa e estoques somando R$ 6,9 bilhões. No entanto, a empresa terá de honrar quase R$ 2,5 bilhões em dívidas já em 2026, e a partir de 2030, o saldo devedor ultrapassa R$ 3 bilhões. Apesar da produtividade agrícola acima da média nacional em culturas como algodão, soja e milho, a alta dos custos unitários das commodities pode pressionar as margens operacionais no curto prazo, segundo análise dos especialistas do BTG Pactual.
Risco, rating e retorno
Os CRAs da SLC Agrícola (SLCE3) contam com rating 'AA' pela Moody's, o que representa o segundo melhor grau de risco de crédito, reforçando a percepção de solidez da empresa. Ainda assim, é importante lembrar que esses títulos não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que exige do investidor uma avaliação detalhada da saúde financeira da companhia emissora.
Comparativo de rentabilidade e perspectivas
Simulações indicam que um investimento de R$ 50 mil nesses CRAs poderia alcançar um retorno bruto de R$ 112.978,87 até o vencimento, valor significativamente superior ao rendimento da poupança no mesmo período, que ficaria em torno de R$ 75.926,50. Esse diferencial reforça o apelo dos CRAs para investidores dispostos a assumir riscos moderados em busca de maior rentabilidade.
Para quem deseja analisar outras oportunidades em renda fixa e comparar o potencial de retorno de diferentes títulos, a ferramenta Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos principais ativos do mercado, facilitando decisões mais informadas e alinhadas ao perfil de cada investidor.