Banco enfrenta aumento expressivo de queixas em cartões e atendimento no 2º trimestre de 2026
Após mais de um ano afastado do topo, o Bradesco (BBDC4) volta a liderar o ranking de reclamações do setor financeiro brasileiro, segundo dados do Banco Central referentes ao segundo trimestre de 2026.
O banco registrou impressionantes 9.375 reclamações procedentes, um salto de 73% em relação ao trimestre anterior, quando foram contabilizadas 5.398 queixas. O principal foco das insatisfações recai sobre irregularidades em cartões de crédito, mas também há relatos envolvendo crédito consignado, internet banking e o atendimento ao consumidor.
Contexto e motivos do aumento
O crescimento expressivo das reclamações contra o Bradesco (BBDC4) evidencia desafios estruturais enfrentados pelo banco em áreas críticas de relacionamento com o cliente. As queixas mais recorrentes apontam para falhas na integridade, segurança, confiabilidade e sigilo das operações, especialmente em cartões de crédito e serviços digitais. Além disso, a insatisfação com o SAC e a central de relacionamento reforça a necessidade de aprimoramento nos canais de atendimento.
Mudanças no ranking e impacto no setor
A ascensão do Bradesco à liderança do ranking marca uma inversão de tendência observada nos últimos trimestres, quando bancos digitais ocupavam as primeiras posições. No trimestre anterior, o C6 Bank liderava as reclamações, mas agora caiu para o segundo lugar. O movimento também impactou outros grandes bancos: o Itaú (ITUB4) saltou da sétima para a terceira posição, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) avançou da décima segunda para a oitava colocação.
O ranking do Banco Central considera não apenas o número absoluto de reclamações, mas também o volume de clientes de cada instituição, oferecendo uma visão proporcional dos desafios enfrentados por bancos, financeiras e instituições de pagamento.
Análise e projeções
O aumento das reclamações sugere que, apesar dos avanços tecnológicos e da digitalização dos serviços financeiros, questões relacionadas à segurança, transparência e atendimento ainda são pontos sensíveis para os consumidores. Para investidores e analistas, o cenário reforça a importância de monitorar indicadores de satisfação e reputação das instituições financeiras, já que esses fatores podem impactar diretamente a percepção de valor e o desempenho das ações no mercado.
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