BTG Pactual recomenda cautela e diversificação diante da trajetória lenta da Selic e juros elevados.
A trajetória da Selic e as oportunidades para investidores em 2026
O cenário de juros no Brasil segue como um dos principais pontos de atenção para investidores que buscam rentabilidade e segurança em renda fixa. Com a expectativa de que a taxa Selic (SELIC) só volte a cair de forma mais consistente em 2026, mas talvez em um ritmo mais lento do que o inicialmente previsto, o planejamento estratégico se torna ainda mais relevante para quem deseja aproveitar as melhores oportunidades e evitar movimentos precipitados no mercado.
Estratégias recomendadas para o ciclo de juros
Analistas do BTG Pactual (BPAC11) já delinearam uma estratégia clara para o atual momento: adotar uma postura moderada em pós-fixados, manter otimismo em títulos indexados à inflação e agir com cautela em prefixados. Essa abordagem reflete a incerteza do cenário macroeconômico, especialmente na reta final de 2025, e sugere que ainda há espaço para capturar bons retornos em produtos atrelados à Selic (SELIC) e ao CDI (CDI), que atualmente remuneram em torno de 15% ao ano.
Segundo projeções do BTG Pactual, a Selic (SELIC) deve encerrar 2026 em torno de 12% ao ano. Isso significa que, mesmo com a atratividade dos retornos atuais, é preciso atenção: historicamente, o CDI (CDI) tende a apresentar desempenho inferior nos 12 meses que antecedem o início do ciclo de cortes de juros. Caso o mercado de trabalho não mostre sinais claros de desaceleração, a recomendação é manter a exposição em pós-fixados, mas com flexibilidade para ajustar a estratégia conforme o cenário evolua.
Oportunidades em renda fixa: Tesouro Selic, CDBs e além
Investimentos como Tesouro Selic e CDBs que pagam pelo menos 100% do CDI (CDI) continuam sendo alternativas sólidas para quem busca liquidez e segurança, especialmente enquanto os juros permanecem elevados. No entanto, outros indexadores de renda fixa, como os títulos atrelados à inflação, tendem a oferecer retornos ainda mais expressivos em 2026, à medida que o ciclo de queda dos juros se consolide.
Entre os destaques do momento, CDBs pós-fixados com taxas superiores a 100% do CDI (CDI), como os emitidos pelo Banco Digimais, figuram entre as opções mais rentáveis, contando ainda com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Para investidores atentos, a diversificação entre diferentes emissores e prazos é fundamental para mitigar riscos e potencializar ganhos.
Marcação a mercado: riscos e oportunidades
Enquanto produtos bancários como CDBs, LCAs e LCIs não sofrem os efeitos da marcação a mercado, os títulos públicos do Tesouro Direto e outros papéis de crédito privado, como CRAs, CRIs e debêntures, podem proporcionar ganhos adicionais para quem sabe operar a volatilidade das taxas. O BTG Pactual recomenda foco em títulos indexados ao IPCA (IPCA) com vencimentos longos, aproveitando fundamentos favoráveis e expectativas de inflação ainda desancoradas para os próximos 12 meses.
A estratégia sugerida é balancear a carteira com títulos de diferentes durations, combinando vencimentos curtos e longos para capturar oportunidades tanto no curto quanto no longo prazo. Apostar exclusivamente em papéis de longuíssimo prazo, como o Tesouro Renda+ 2065, pode aumentar o risco sem necessariamente garantir o melhor retorno, especialmente em um ambiente de incerteza sobre a trajetória dos juros.
Diversificação e liquidez: pontos-chave para 2026
Além dos títulos públicos, há oportunidades em instrumentos privados indexados ao IPCA (IPCA), como CRAs, CRIs e debêntures. Contudo, a baixa liquidez desses ativos e a ausência de proteção do FGC exigem cautela redobrada, já que o investidor pode enfrentar dificuldades para resgatar o dinheiro antes do vencimento ou até mesmo riscos de crédito.
Para quem deseja navegar com segurança e eficiência pelo universo da renda fixa, a diversificação entre diferentes indexadores, emissores e prazos é a principal recomendação dos especialistas. O cenário de juros elevados ainda oferece oportunidades, mas exige disciplina e acompanhamento constante das tendências macroeconômicas.
Para investidores que buscam comparar o desempenho de diferentes títulos de renda fixa, a ferramenta de Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica permite avaliar taxas, prazos e emissores lado a lado, facilitando decisões mais embasadas e alinhadas ao seu perfil de risco.