Movimento inclui aporte de até R$ 10 bi e venda de ativos, com impacto em Cosan e Itaú Unibanco
A Raízen (RAIZ4) intensifica as negociações com seus principais acionistas para reforçar sua estrutura de capital, em meio ao aumento da percepção de risco financeiro e à recente desvalorização de seus títulos de dívida no mercado internacional.
O movimento, que envolve diretamente Cosan (CSAN3), Shell e o BTG Pactual Holding, pode resultar em uma injeção de recursos que pode chegar a R$ 10 bilhões, segundo fontes próximas às tratativas. A entrada de investidores terceiros também está sendo considerada, ampliando o leque de alternativas para fortalecer o balanço da companhia e aliviar as pressões relacionadas ao endividamento, em um momento sensível para a líder do setor de distribuição de combustíveis no Brasil.
Estratégia de desinvestimentos ganha força
Além da possível capitalização, a Raízen (RAIZ4) avança em um robusto plano de desinvestimentos, que pode somar outros R$ 10 bilhões. Entre os ativos avaliados para venda está a refinaria da empresa na Argentina, sinalizando uma estratégia clara de enxugamento e foco em ativos estratégicos. A combinação entre alienação de ativos e aporte de capital é vista como fundamental para restaurar a confiança do mercado e melhorar a estrutura financeira da companhia.
Credores atentos e ambiente de tensão
A situação financeira da Raízen também tem provocado discussões acaloradas entre credores e acionistas, especialmente sobre as alternativas para reestruturação de dívidas. Grandes instituições financeiras, como o Itaú Unibanco (ITUB4), que possui exposição relevante ao grupo, têm mantido contato direto com representantes da companhia e da Cosan para buscar soluções que reduzam riscos e tragam maior agilidade ao processo de reequilíbrio financeiro.
O cenário ainda é de indefinição: as negociações seguem em andamento, sem anúncio oficial sobre valores, prazos ou o formato final das operações. O desfecho dessas conversas será determinante para o futuro da Raízen e pode redefinir o equilíbrio de forças no setor de energia e combustíveis.
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