Títulos prefixados superam outras modalidades e atraem investidores com perspectiva de cortes na Selic
Prefixados, os títulos mais arriscados da renda fixa, são os vencedores em 2025
Tem investidor em pleno 2026 que acha que renda fixa é tudo igual e ainda é descrente de que ganhos elevados sejam possíveis no curto prazo. Pois, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revela que os títulos prefixados com vencimento superior a um ano (índice IRF-M 1+) renderam 20,07% ao ano em 2025, o seu maior desempenho anual desde 2017.
Embora os prefixados sejam tidos como o indexador mais arriscado da renda fixa no Brasil, uma vez que nosso histórico de inflação Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é elevado e arrisca consumir boa parte dos rendimentos fixos, essa classe de investimento ficou bastante atraente a partir da segunda metade do ano passado, quando o início do ciclo de cortes da taxa Selic Taxa Selic (SELIC) entrou no radar.
Para Marcelo Cidade, economista da Anbima, esse mesmo efeito de queda das taxas dos prefixados e sua respectiva valorização na marcação a mercado em 2025 foi bem semelhante ao que aconteceu em 2017, última vez que o IRF-M 1+ teve a maior variação que o CDI+ Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e o IPCA+.
Naquele ano, a taxa Selic variou seis pontos percentuais, saindo de 13% em janeiro para 7% em dezembro. “A tendência é que o prêmio dos prefixados permaneça atrativo para investidores em 2026, mesmo após o início do ciclo de queda”, afirma o especialista. Em 2025, a taxa Selic fechou o ano em 15% ao ano.
Vale dizer que os prefixados mais curtos (com prazo de até um ano) também se beneficiaram dessa perspectiva de cortes da taxa Selic em breve. Houve ganho de 14,76% ao ano, segundo o desempenho do IRF-M 1.
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RENDA FIXA PAGANDO ACIMA DE 1% AO MÊS
Apesar do destaque, os prefixados não foram os únicos que garantiram crescimento em 2025. Os títulos de renda fixa que compõem a dívida pública brasileira, acompanhados pelo IMA (Índice de Mercados Anbima), acumularam alta geral de 14,83% no ano. Já a cesta formada só com títulos de liquidez diária, o Tesouro Selic, que faz parte do IMA-S, avançou 14,55% ao ano.
Entre os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+), aqueles com vencimento acima de cinco anos (IMA-B 5+) renderam 14,20% ao ano, enquanto os demais Tesouro IPCA+ com prazo mais curto (até cinco anos) fecharam com crescimento de 11,65% ao ano, conforme o desempenho do IMA-B 5.
Olhando para os investidores que emprestam dinheiro diretamente às empresas, o destaque ficou com as debêntures sem incentivo fiscal. A carteira que as acompanha, IDA-IPCA Ex-infraestrutura, acumulou 16,49% ao ano em 2025.
Já as debêntures incentivadas, que compõem o IDA-IPCA Infraestrutura, registraram aumento de 16,03%, resultado semelhante aos papéis indexados pela taxa DI, do índice IDA-DI, que cresceram 16,05% no ano.
No geral, os títulos de renda fixa que financiam empresas privadas, refletidos no IDA (Índice de Debêntures Anbima), fecharam 2025 com alta de 15,66% ao ano.
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