Saques superam depósitos pelo 5º ano seguido; CDI e bolsa brasileira continuam mais atrativos
A caderneta de poupança encerrou 2025 com uma nova marca negativa
Pelo quinto ano consecutivo, os saques superaram os depósitos, resultando em uma saída líquida de mais de R$ 85,5 bilhões. Mesmo com um retorno real superior ao dos anos anteriores, a poupança segue perdendo espaço no portfólio dos brasileiros, evidenciando uma mudança de comportamento do investidor diante do cenário econômico atual.
Contexto: fuga de recursos e cenário macroeconômico
Segundo dados do Banco Central, os depósitos na poupança somaram R$ 4,272 trilhões em 2025, enquanto os saques atingiram R$ 4,357 trilhões. O saldo negativo, que já se repete há cinco anos, só não foi maior do que o registrado em 2022. O último ano de captação positiva foi 2020, impulsionado pelos auxílios emergenciais durante a pandemia, quando a poupança registrou um recorde de R$ 166 bilhões em entradas líquidas.
Retorno real positivo, mas ainda distante do CDI
Apesar da fuga de recursos, a poupança apresentou em 2025 um rendimento real de 3,77%, o melhor resultado desde 2006, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. O rendimento nominal foi de 8,19%, superando a inflação anual de 4,26%. Esse desempenho, embora positivo, ainda ficou muito aquém do CDI (CDI), que entregou um ganho real de 9,65% no mesmo período. Historicamente, o CDI supera a poupança em todos os anos desde 2006, reforçando a atratividade de alternativas conservadoras de renda fixa.
Comparativo com outros ativos e tendências para o investidor
No ranking de rentabilidade nominal, a poupança só superou o euro, o dólar e o Bitcoin em 2025. O ouro e a bolsa brasileira tiveram desempenhos expressivos, impulsionados pelo ambiente de juros elevados e valorização dos ativos de risco. O cenário reforça a necessidade de diversificação e análise criteriosa das opções de investimento, especialmente para quem busca preservar poder de compra e obter ganhos reais consistentes.
Mecânica do rendimento da poupança e perspectivas
O rendimento da poupança permanece travado em 0,5% ao mês mais a TR enquanto a Selic (SELIC) estiver acima de 8,5% ao ano, patamar que deve se manter até pelo menos 2028, segundo projeções do mercado. Isso limita o potencial de retorno da caderneta frente a outros produtos de renda fixa, mesmo em um ambiente de inflação controlada.
Para investidores que desejam comparar o desempenho da poupança com outras alternativas de renda fixa, a ferramenta Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada dos principais produtos do mercado, facilitando escolhas mais inteligentes e alinhadas ao perfil de cada investidor.