Fundo imobiliário de papel reforça previsibilidade e proteção contra inflação para investidores
O Maxi Renda (MXRF11), um dos fundos imobiliários mais populares do mercado brasileiro, anunciou a manutenção dos dividendos em R$ 0,10 por cota, consolidando uma sequência de dez meses consecutivos com esse patamar de distribuição. A decisão, divulgada nesta sexta-feira (30), reforça a previsibilidade e a atratividade do fundo para mais de 1,3 milhão de investidores que buscam renda passiva mensal.
Contexto e datas importantes
Os dividendos referentes ao mês serão pagos no dia 13 de fevereiro de 2026, mas apenas os cotistas que detinham cotas até a data-com, em 30 de janeiro de 2026, terão direito ao recebimento. A partir de 2 de fevereiro, as cotas passam a ser negociadas sem direito aos proventos do mês, seguindo a regra da data-ex, fundamental para o planejamento de quem investe em fundos imobiliários.
Estratégia e composição da carteira
MXRF11 é classificado como um FII de papel, ou seja, investe majoritariamente em títulos de dívida do setor imobiliário, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LHs (Letras Hipotecárias). Apenas 10% da carteira está indexada ao CDI, o que reduz a exposição do fundo à queda da taxa Selic prevista para 2026. O relatório gerencial mais recente revela que 76% dos ativos estão atrelados ao IPCA+, proporcionando um juro real médio próximo de 10% ao ano, o que garante proteção contra a inflação e estabilidade nos rendimentos.
Rentabilidade e comparação com o mercado
Segundo dados de plataformas do setor, um investimento de R$ 1 mil no MXRF11 há 12 meses teria se transformado em R$ 1.192,07, considerando o reinvestimento dos dividendos mensais. No mesmo período, o índice Ifix (IFIX) teria proporcionado um retorno de R$ 1.282,43, evidenciando a competitividade do fundo, mesmo diante de um cenário de juros em queda.
Análise e perspectivas
A manutenção dos dividendos em um cenário de redução da Selic demonstra a solidez da estratégia do MXRF11, que privilegia ativos indexados à inflação e busca preservar o poder de compra dos investidores. Para quem busca previsibilidade e proteção contra a inflação, o fundo segue como uma alternativa relevante no universo dos FIIs de papel.
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