Lucro cresce 65% e receita atinge R$ 3,7 bi; expectativa positiva com cortes na Selic
Movida surpreende mercado com lucro robusto e ações disparam: análise e perspectivas
Movida (MOVI3) , uma das líderes no segmento de locação de veículos no Brasil, movimentou o mercado financeiro ao antecipar parte dos resultados do quarto trimestre de 2025. A companhia reportou um lucro líquido de R$ 102 milhões, um salto expressivo de 65% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando sua posição de destaque no setor.
Receita em alta e desempenho operacional
O desempenho financeiro da Movida não se limitou ao lucro. A receita líquida atingiu R$ 3,7 bilhões, representando um crescimento anual de 13%. Esse avanço reflete não apenas a sazonalidade favorável do último trimestre — tradicionalmente impulsionado por férias e festas de fim de ano — mas também uma gestão eficiente e estratégias comerciais assertivas. O CEO Gustavo Moscatelli destacou que a companhia superou expectativas em todos os indicadores e vê potencial de crescimento adicional nos próximos trimestres.
Cenário macroeconômico e impacto dos juros
O otimismo da Movida para o futuro está ancorado na expectativa de cortes na taxa Selic (SELIC) . Segundo Moscatelli, cada ponto percentual de redução nos juros básicos pode gerar uma economia de R$ 160 milhões para a empresa, reforçando a importância do ambiente macroeconômico para o setor de locação de veículos. Apesar do cenário ainda desafiador, a Movida mantém sua alavancagem sob controle, com o menor nível de dívida desde o início da pandemia — atualmente em 2,6 vezes o Ebitda.
Reação do mercado e valorização das ações
A divulgação antecipada dos resultados provocou uma reação imediata dos investidores. As ações da Movida chegaram a subir até 12% no pregão, sendo negociadas próximas a R$ 10,50. Nos últimos seis meses, a valorização acumulada ultrapassa 60%, elevando o valor de mercado da companhia para R$ 3,6 bilhões, de acordo com dados da B3.
Perspectivas e recomendações de mercado
O cenário positivo se reflete também nas recomendações de grandes instituições financeiras. O Itaú BBA mantém visão otimista para os papéis da Movida, com preço-alvo de R$ 15,50 — um potencial de valorização de 50% em relação ao patamar atual. O banco projeta que, em 2026, a empresa poderá alcançar lucro líquido acima de 10%, chegando a R$ 300 milhões. Vale destacar que a prévia divulgada pela Movida já superou as estimativas anteriores do próprio banco para o quarto trimestre de 2025.
Riscos e tendências para o setor
Apesar do cenário favorável, analistas alertam para possíveis pressões de custos, especialmente com o aumento das despesas de depreciação previsto para o próximo ano. Ainda assim, os riscos mais relevantes tendem a se materializar apenas no segundo semestre de 2026, quando fatores como o ciclo de flexibilização monetária e o contexto eleitoral podem influenciar o desempenho do setor.
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