Banco americano destaca crescimento, lucro e expansão internacional do Nubank para investidores
O Nubank (ROXO34) voltou ao centro das atenções do mercado financeiro após o JPMorgan reforçar sua visão positiva sobre a fintech, mesmo diante de uma queda de 13% em 2026. Enquanto bancos tradicionais como Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) renovam máximas históricas, o desempenho do Nubank parece destoar, mas, segundo o banco americano, esse movimento de baixa é considerado exagerado.
Contexto e Perspectivas de Lucro
O JPMorgan revisou para cima suas projeções para o Nubank, elevando a estimativa de lucro para 2026 em 6%, chegando a US$ 4 bilhões. O ajuste reflete, principalmente, a redução da alíquota contábil de imposto da fintech, que caiu de 28% para 22%. Essa mudança deve adicionar cerca de US$ 350 milhões ao resultado líquido, compensando o aumento dos investimentos previstos para o período.
Temas-Chave para Investidores: IA, Retorno ao Escritório e Expansão Internacional
Os analistas do JPMorgan destacam que investidores acompanham de perto três grandes temas: os custos do retorno ao escritório, os investimentos em inteligência artificial e tecnologia, e a expansão nos Estados Unidos. O retorno ao escritório, segundo o banco, tende a ser diluído ao longo do tempo, sem pressões para grandes aumentos de estrutura física. Já os aportes em IA e tecnologia são vistos como essenciais para sustentar o crescimento de longo prazo do Nubank.
A expansão internacional, especialmente nos EUA, é motivo de questionamento: investidores querem saber se a estratégia trará retorno ou apenas elevará despesas sem resultados claros. O recente anúncio do patrocínio ao Inter Miami CF, clube de Lionel Messi, reforça a aposta do Nubank no mercado americano, com um contrato de longo prazo estimado entre US$ 18 milhões e US$ 20 milhões anuais, embora os valores oficiais não tenham sido confirmados.
Análise Fundamentalista e Avaliação de Mercado
Apesar das dúvidas do mercado, o JPMorgan manteve a recomendação de compra para as ações do Nubank. Para os analistas, o resultado do quarto trimestre de 2025 foi subestimado, e o banco vê o Nubank negociando a múltiplos atrativos: cerca de 17,5 vezes o lucro estimado para 2026. O destaque vai para o forte crescimento da base de clientes, que já soma 131 milhões na América Latina, e um ROE de aproximadamente 50% no Brasil, patamar superior ao de muitos concorrentes tradicionais.
O banco projeta ainda um crescimento anual composto (CAGR) do lucro por ação acima de 30% nos próximos três anos, com múltiplo de cerca de 20 vezes o lucro projetado para 2026, reforçando a atratividade do papel para investidores de longo prazo.
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