CEO Marcos Falcão destaca crescimento e política de dividendos após lucro de R$143 mi no 4T25
Os dividendos do IRB (Re) (IRBR3) voltam a ganhar destaque no mercado após o CEO da companhia, Marcos Falcão, sinalizar a possibilidade de um payout mais robusto a partir de 2027.
A declaração foi feita durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025, realizada nesta sexta-feira (13), e reacende o interesse dos investidores em torno da política de distribuição de lucros da resseguradora.
Contexto e Perspectivas para Dividendos
Após um período de cinco anos sem remunerar seus acionistas, o IRB (Re) (IRBR3) anunciou a retomada da distribuição de proventos, marcando um novo ciclo de rentabilidade para a companhia. Em comunicado oficial, a empresa destacou que 2025 representa um marco importante, consolidando a volta à lucratividade e à distribuição de dividendos. Inicialmente, a política seguirá o piso legal de 25%, seja por meio de dividendos ou Juros sobre Capital Próprio (JCP), conforme determina a legislação brasileira.
O CEO Marcos Falcão esclareceu que a proposta de payout ainda precisa ser aprovada pelo conselho de administração e submetida à votação em assembleia. No entanto, ele ressaltou que, após o segundo trimestre de 2026, será possível reavaliar a estrutura de capital e a solvência da empresa, abrindo espaço para um eventual aumento na parcela do lucro destinada aos acionistas. O executivo reforçou que a continuidade do crescimento dos resultados e o encerramento do pagamento de debêntures são fatores determinantes para uma política de dividendos mais agressiva a partir de 2027.
Resultados Financeiros Reforçam Confiança
Os números do quarto trimestre de 2025 reforçam a trajetória de recuperação do IRB. A companhia reportou um lucro líquido de R$ 143 milhões, representando um crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado financeiro e patrimonial atingiu R$ 164 milhões, avanço de 51%, enquanto o resultado de subscrição chegou a R$ 293 milhões, alta expressiva de 65%. Apesar da queda de 16,4% nos prêmios emitidos, que totalizaram R$ 1,3 bilhão, os prêmios retidos recuaram apenas 2%, somando R$ 875 milhões.
Outro destaque positivo foi a redução da sinistralidade para 51,6%, uma melhora de 12,4 pontos percentuais, e a queda do índice de retrocessão para 33,8%. Esses indicadores evidenciam o sucesso do ciclo de transformação iniciado há três anos, que agora se traduz em maior geração de caixa e perspectivas mais sólidas para a ampliação dos dividendos nos próximos exercícios.
Análise e Projeção para o Mercado
A sinalização de um payout mais elevado a partir de 2027 coloca o IRB em uma posição estratégica para atrair investidores interessados em renda passiva e valorização de longo prazo. O mercado observa com atenção a evolução dos resultados e a capacidade da companhia de manter a disciplina financeira, especialmente diante do histórico recente de desafios e reestruturação. O compromisso com a rentabilidade e a transparência na comunicação reforçam a credibilidade do IRB e ampliam as expectativas para o futuro.
Para quem acompanha o setor de seguros e resseguros, a retomada dos dividendos do IRB pode representar uma oportunidade relevante de diversificação de portfólio. Investidores atentos podem utilizar a ferramenta de Previsão de Dividendos da AUVP Analítica para projetar o potencial de distribuição da companhia nos próximos anos, facilitando decisões fundamentadas e alinhadas aos objetivos de renda e crescimento patrimonial.