Beneficiários têm até 20 de março para solicitar reembolso de valores descontados sem autorização
O INSS anunciou, nesta segunda-feira (27), a prorrogação do prazo para que aposentados e pensionistas solicitem ressarcimento de descontos indevidos realizados por entidades associativas. Agora, os beneficiários têm até 20 de março para requerer o reembolso, ampliando a janela para que mais pessoas possam recuperar valores descontados sem autorização.
O impacto da fraude e a resposta do governo
A dimensão do problema é expressiva: cerca de 4,2 milhões de pessoas já buscaram o ressarcimento junto ao INSS, totalizando quase R$ 2,8 bilhões devolvidos. No entanto, ainda restam aproximadamente R$ 6 bilhões a serem ressarcidos, evidenciando a magnitude da fraude e a necessidade de ação contínua. Segundo estimativas do próprio INSS, cerca de 850 mil vítimas ainda não formalizaram o pedido de devolução.
O presidente do INSS, Gilberto Waller, reforçou o compromisso do governo federal em garantir que todos os prejudicados recebam seus valores de volta, corrigidos e com total transparência. A promessa é de que nenhum beneficiário será deixado para trás, fortalecendo a confiança no sistema previdenciário.
Como solicitar o ressarcimento
Para facilitar o acesso ao ressarcimento, o INSS disponibilizou múltiplos canais. Os aposentados e pensionistas podem realizar o pedido pelo aplicativo Meu INSS, utilizando a conta “gov.br”, ou pelo telefone 135, disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h. Também há a opção de atendimento presencial nas agências dos Correios, ampliando as alternativas para quem prefere resolver a questão pessoalmente.
Após a abertura do protocolo, o INSS realiza a validação das informações e exige comprovação do vínculo entre o beneficiário e a entidade responsável pelo desconto. Caso não haja confirmação, o processo é encerrado e o valor é devolvido ao aposentado ou pensionista.
Entenda a origem da fraude
A fraude foi revelada pela operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. A investigação identificou que associações cadastradas no INSS realizavam descontos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização expressa, lesando milhões de brasileiros e comprometendo a segurança do sistema.
Análise e perspectivas
A prorrogação do prazo para ressarcimento demonstra sensibilidade do governo diante da complexidade do caso e reforça a importância da vigilância sobre operações financeiras envolvendo benefícios previdenciários. O episódio serve de alerta para a necessidade de aprimorar mecanismos de controle e transparência, protegendo os direitos dos beneficiários e fortalecendo a confiança no sistema público.
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