Nova tarifa global de 10% dos EUA impacta mercados e impulsiona ações brasileiras como BBAS3
Contexto internacional e impacto nas bolsas
O Ibovespa (IBOV) registrou ganhos expressivos nesta sexta-feira, impulsionado por uma reviravolta no cenário internacional: a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas comerciais impostas pelo governo Trump a 185 países. Em resposta imediata, o presidente americano anunciou uma nova ordem executiva, estabelecendo uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, numa tentativa de contornar a decisão judicial e manter sua política protecionista.
A decisão da Suprema Corte representa um duro golpe para a principal estratégia comercial da atual administração americana. Trump, visivelmente contrariado, classificou a decisão como "terrível" e afirmou que buscará alternativas para impor restrições comerciais sem a necessidade de aprovação do Congresso. A nova tarifa, baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, terá validade inicial de 150 dias, podendo ser prorrogada apenas com aval parlamentar.
A reação dos mercados globais foi imediata. Bolsas europeias celebraram o desmantelamento das tarifas, especialmente empresas exportadoras que enxergam um ambiente comercial mais favorável. O índice CAC 40, referência da Bolsa de Paris, saltou 1,39%, atingindo 8.515,49 pontos, com destaque para as ações da Air Liquide, que avançaram quase 5% após divulgação de resultados robustos.
Ibovespa próximo do topo histórico
No Brasil, o Ibovespa (IBOV) se aproximou do recorde histórico de 190 mil pontos, refletindo o otimismo dos investidores diante do novo cenário internacional. Entre os destaques do pregão, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) dispararam 2,30%, superando os R$ 27, impulsionadas pelo fluxo estrangeiro e pela perspectiva de um ambiente global menos restritivo para o comércio.
Análise e projeções
A reviravolta nas tarifas americanas pode sinalizar uma fase de maior abertura comercial, beneficiando países exportadores e setores ligados ao comércio exterior. Para o investidor brasileiro, o momento é de atenção redobrada: oscilações no cenário internacional tendem a impactar diretamente o desempenho da bolsa e de empresas com forte exposição global.
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