Bancos privados lideram ganhos no Ibovespa, enquanto Petrobras e Vale recuam; dólar cai e Wall Street se recupera
Ibovespa fecha em alta e renova recorde histórico
O Ibovespa (IBOV) encerrou a quinta-feira (15) em alta de 0,26%, atingindo 165.568,32 pontos e renovando seu recorde histórico, com máxima intradiária de 166.069,84 pontos. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelos grandes bancos privados, como Bradesco e BTG Pactual, que avançaram 2,05% e 1,06%, respectivamente, mesmo diante de um cenário de tensão no setor financeiro após a liquidação da gestora Reag pelo Banco Central, investigada por suspeita de fraudes em parceria com o Banco Master. O Banco do Brasil, por sua vez, registrou leve queda de 0,19%, negociado a R$ 21,46 por ação.
Apesar do clima de otimismo, o Ibovespa não avançou ainda mais devido à realização de lucros nas ações de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) , que têm grande peso no índice. Enquanto isso, a Smart Fit sofreu uma queda expressiva de 8%, após declarações do CEO sobre o aumento da concorrência com academias de bairro previsto para 2026, o que acendeu o sinal de alerta entre investidores.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,61%, fechando a R$ 5,36. O movimento foi favorecido pelo fortalecimento do real diante das movimentações políticas, especialmente com o avanço de candidatos presidenciáveis da direita, como o senador Flávio Bolsonaro, que ganhou destaque nas pesquisas e confirmou sua candidatura.
No cenário internacional, Wall Street recuperou as perdas do dia anterior, com destaque para o setor bancário e as empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial. O Goldman Sachs subiu 4,63% após apresentar resultados robustos no último trimestre, enquanto a Nvidia avançou 2,10%. A TSMC, maior fabricante global de semicondutores, surpreendeu o mercado ao anunciar um investimento de US$ 56 bilhões em inovação para 2026, animando investidores globais.
Entre os destaques positivos do Ibovespa, Vamos liderou os ganhos com alta de 7,61%, seguida por Magazine Luiza, Multiplan, Embraer, B3 (B3SA3) e Marcopolo. Já entre as maiores quedas, além da Smart Fit, figuraram Vivara, C&A Modas, Hapvida, Usiminas (USIM5) e CSN Mineração (CSNA3) , refletindo movimentos setoriais e ajustes pontuais.
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