Desemprego em queda, dólar fraco e juros baixos impulsionam ações cíclicas e confiança do investidor
O Ibovespa encerrou 2025 com uma performance que surpreendeu até os mais otimistas do mercado financeiro brasileiro.
No último pregão do ano, realizado em 30 de dezembro, o principal índice da bolsa nacional registrou alta de 0,40%, alcançando 161.125,37 pontos e consolidando uma valorização anual de 34%. Este resultado marca o melhor desempenho do Ibovespa (IBOV) desde 2016, refletindo um ambiente de confiança renovada entre investidores.
Otimismo ancorado em dados econômicos sólidos
O cenário positivo foi impulsionado por indicadores robustos da economia real. Dados recentes do IBGE mostraram que a taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar desde o início da série histórica em 2012. O resultado superou as expectativas do mercado, que projetavam 5,4%. Paralelamente, o Caged apontou a criação de 85.864 vagas formais no último mês, reforçando o vigor do mercado de trabalho brasileiro.
Dólar em queda e juros mais baixos favorecem ações cíclicas
A valorização do real também foi destaque: o dólar à vista recuou 1,47% no último pregão, fechando a R$ 5,48. No acumulado do ano, a moeda norte-americana caiu 11,18% frente ao real, o que trouxe alívio imediato à curva de juros futuros. Esse movimento beneficiou especialmente empresas cíclicas, como as do varejo e da construção civil. Entre os destaques do dia estiveram C&A e Cyrela, que figuraram entre as maiores altas. Já gigantes como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) mostraram resiliência, fechando em alta mesmo diante da fraqueza das commodities no exterior. O setor bancário também avançou, apesar do monitoramento atento dos investidores sobre investigações envolvendo o Banco Master e o BRB.
Destaques do ano: vencedores e perdedores
Olhando para o desempenho anual, a Cogna (COGN3) despontou como a grande vencedora do Ibovespa, acumulando valorização próxima de 240%. No extremo oposto, a Raízen (RAIZ4) registrou queda de 62%, refletindo desafios operacionais e elevada alavancagem. No último pregão, a Localiza (RENT3) liderou as perdas após anunciar aumento de capital de R$ 2 bilhões e bonificação aos acionistas.
Cenário internacional: cautela nos EUA, recorde na Europa
Enquanto o Brasil celebrava, Wall Street encerrou o ano em tom de cautela, com os principais índices registrando a terceira queda consecutiva após a divulgação da ata do Federal Reserve, que indicou divergências sobre o ritmo de cortes de juros. Em contrapartida, a Europa viu o índice Stoxx 600 atingir recorde nominal, impulsionado pela valorização dos metais preciosos e do setor de mineração.
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