Índice fecha em alta de 1,52% com dólar estável e expectativas sobre decisão do Copom
O Ibovespa renovou máximas históricas nesta quarta-feira, impulsionado por um cenário externo mais favorável, manutenção dos juros nos Estados Unidos e expectativas em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil.
O principal índice da bolsa brasileira avançou quase 3 mil pontos durante o pregão, encerrando em alta de 1,52%, aos 184.691,05 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. Pela primeira vez, o índice superou o patamar dos 185 mil pontos durante a sessão, evidenciando o vigor do movimento positivo recente.
O dólar à vista permaneceu praticamente estável, cotado a R$ 5,20, mantendo-se no menor nível desde maio de 2024. O desempenho da moeda reflete a fraqueza global do dólar e o robusto fluxo de capital estrangeiro direcionado ao mercado brasileiro.
Expectativas em torno do Copom e cenário doméstico
No ambiente doméstico, as atenções dos investidores estiveram voltadas para a decisão do Copom, divulgada após o fechamento do mercado. A maioria dos agentes de mercado apostava na manutenção da taxa Selic (SELIC) em 15% ao ano, o que marcaria a quinta reunião consecutiva sem alteração. No entanto, cresce a percepção de que o ciclo de afrouxamento monetário pode estar mais próximo, diante do atual cenário de inflação, atividade econômica e política monetária. Pesquisas com gestores e economistas indicam que, embora a manutenção seja o consenso, muitos já consideram justificável um corte nos juros.
Fluxo estrangeiro impulsiona os pesos-pesados do Ibovespa
O novo recorde do Ibovespa (IBOV) é sustentado principalmente pela entrada consistente de recursos estrangeiros. Dados da B3 mostram que investidores internacionais já aportaram US$ 17,7 bilhões na bolsa brasileira em 2026, com US$ 2 bilhões apenas na última sexta-feira. Esse fluxo tem favorecido especialmente as ações de maior peso no índice, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) .
A Vale (VALE3) se destacou com alta superior a 2%, liderando o volume financeiro do dia após divulgar uma prévia operacional acima das expectativas, com produção de minério de ferro superando estimativas. Já a Petrobras (PETR4) registrou o nono pregão consecutivo de alta, acompanhando a valorização do petróleo Brent, que subiu 1,17% no mercado internacional.
Destaques do pregão: Raízen dispara, Embraer realiza lucros
Entre os destaques do dia, a Raízen (RAIZ4) saltou mais de 17%, voltando a ser negociada acima de R$ 1,00, impulsionada por expectativas de reestruturação financeira e melhora na percepção de risco. Na ponta oposta, Embraer liderou as perdas, mesmo após anunciar recorde em sua carteira de pedidos, movimento atribuído à realização de lucros após forte valorização recente.
Cenário internacional: Fed mantém juros e Ásia avança
No exterior, o Federal Reserve dos EUA manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado no ano passado. A decisão, embora esperada, revelou divisões internas no comitê. Na Europa, os principais índices recuaram diante da cautela com novos dados econômicos, enquanto na Ásia o tom foi positivo, com destaque para Hong Kong, impulsionado por expectativas de estímulos e especulações sobre intervenção cambial no Japão.
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