Índice sobe 1,38% e fecha em 209.066,90 pontos com destaque para Magazine Luiza e setor de construção
Ibovespa atinge recorde histórico em meio a otimismo político e econômico
O Ibovespa (IBOV) encerrou a primeira semana do segundo turno em clima de euforia, atingindo o maior patamar de fechamento de sua história: 209.066,90 pontos, com alta de 1,38% nesta sexta-feira. O índice chegou a tocar 209.713,45 pontos durante o pregão, consolidando uma sequência de recordes que reflete o otimismo dos investidores diante do cenário político e econômico. O volume financeiro robusto, de R$ 56,50 bilhões, evidencia o apetite por risco e a confiança renovada no mercado brasileiro.
O desempenho semanal foi notável: o Ibovespa acumulou valorização de 8,82% desde o primeiro turno, impulsionado principalmente pela disparada de 7,70% na segunda-feira. Em outubro, a alta já soma 12,20%, e no acumulado de 2026, impressionantes 29,75%. O real também se fortaleceu, com o dólar comercial recuando 0,78% e fechando abaixo de R$ 5, em contraste com o fortalecimento do dólar no exterior. Os juros futuros cederam, acompanhando o movimento de otimismo.
Ambiente político impulsiona ativos locais
O grande catalisador do dia foi o ambiente político. Pesquisas Datafolha e AtlasIntel mostraram o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula na disputa do segundo turno, reacendendo o chamado trade eleitoral e impulsionando os ativos locais. O Datafolha apontou Flávio com 49% das intenções de voto contra 45% de Lula, enquanto o AtlasIntel mostrou vantagem ainda maior para o senador. O mercado reagiu positivamente, colocando em segundo plano a aceleração do IPCA (IPCA) de setembro, que subiu 0,82% e ficou acima das expectativas, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 4,58%.
Medidas fiscais e impacto no mercado
No campo fiscal, o governo anunciou a ampliação dos subsídios sobre combustíveis por 30 dias, zerando a tributação federal sobre gasolina e aumentando benefícios para etanol e diesel. A medida, que deve custar cerca de R$ 2,7 bilhões por mês, foi viabilizada por crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões, sinalizando esforço para conter pressões inflacionárias e preservar o poder de compra em meio ao ambiente eleitoral.
Varejo lidera altas; construtoras e bancos também se destacam
O setor de varejo foi o grande destaque da bolsa. Magazine Luiza disparou 62,29% na semana, liderando as altas do Ibovespa, seguido por Vamos, Smart Fit, MRV e Azzas 2154. Lojas Renner, Riachuelo e Casas Bahia também registraram ganhos expressivos. Entre as construtoras, MRV saltou 22,40% após divulgar resultados operacionais robustos, enquanto Cury, Cyrela e Tenda figuraram entre as maiores altas. Petrobras (PETR4) avançou em linha com o petróleo, e bancos como BTG Pactual e Itaú Unibanco tiveram desempenho positivo. Por outro lado, Vale ficou praticamente estável, e o setor de telecomunicações sofreu com quedas de TIM e Vivo. Embraer terminou a semana como a pior ação do índice, com recuo de 9,96%.
Small caps e fundos imobiliários também sobem; Wall Street em alta
O apetite por risco se refletiu também nas small caps, com o índice SMLL (SMLL) subindo 20,14% na semana, e nos fundos imobiliários, cujo IFIX (IFIX) avançou 5,74%. No exterior, Wall Street fechou em alta, impulsionada pela recuperação das ações de inteligência artificial e pela expectativa de receitas recordes da OpenAI. O petróleo, após oscilações, encerrou o dia em alta.
Ferramenta para acompanhar destaques do Ibovespa
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