Mercado brasileiro e Wall Street sobem com otimismo, dólar cai e investidores buscam ativos de risco
O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com forte otimismo, impulsionado por uma expressiva queda nos juros futuros e pelo avanço do Ibovespa (IBOV), que se aproxima da marca histórica dos 190 mil pontos. Nesta segunda-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão aos 186.241,15 pontos, alta de 1,80%, renovando seu recorde e evidenciando o apetite dos investidores por ativos de risco.
O protagonismo do setor bancário foi novamente destaque, com ações de grandes instituições liderando os ganhos. O Santander Brasil registrou valorização de 5,98%, figurando entre os maiores avanços do dia, enquanto o Itaú Unibanco subiu 3,34%. Até mesmo o Banco do Brasil, tradicionalmente mais conservador, acompanhou o movimento positivo, com alta de 2,01% e suas ações próximas dos R$ 25.
A queda acentuada dos juros futuros abriu espaço para uma performance ainda mais robusta das varejistas, setor sensível ao custo do crédito. O Magazine Luiza brilhou com uma disparada de 7,55%, refletindo o otimismo do mercado diante de um cenário de financiamento mais acessível e perspectivas de consumo aquecidas. Outras gigantes, como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), também contribuíram para o desempenho do índice, com altas de 1,83% e 1,96%, respectivamente.
No câmbio, o dólar comercial recuou 0,62%, encerrando o dia cotado a R$ 5,14 – o menor valor desde o final de maio de 2024. O movimento reflete a entrada de capital estrangeiro e a confiança renovada no ambiente macroeconômico brasileiro.
Cenário internacional: Wall Street em novos patamares
O otimismo não se restringiu ao Brasil. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones (DJA) superou a marca dos 50 mil pontos, impulsionado pela temporada de resultados corporativos positivos. As gigantes de tecnologia, que vinham sofrendo com vendas recentes, ensaiaram recuperação, com destaque para a Oracle, cujas ações saltaram quase 10%.
O S&P 500 (SPX) e o Nasdaq-100 (NDX) também registraram ganhos expressivos, reforçando o apetite global por ativos de risco em meio a expectativas de crescimento econômico e resultados sólidos das empresas.
Análise e perspectivas
A forte queda dos juros futuros no Brasil sinaliza uma percepção de menor risco e expectativas de inflação sob controle, fatores que favorecem setores como bancos e varejo. O movimento do Ibovespa (IBOV), aliado à valorização das blue chips e à entrada de capital estrangeiro, sugere que o mercado pode continuar testando novos patamares nas próximas semanas, especialmente se o cenário internacional permanecer favorável.
Para investidores atentos às oportunidades do momento, acompanhar o desempenho setorial e as movimentações das principais ações é fundamental. Ferramentas como o Ranking de Ativos da AUVP Analítica permitem identificar rapidamente os destaques do pregão e embasar decisões estratégicas com dados atualizados e análises aprofundadas.