Gestores apostam em fundos de tijolo, especialmente logística e escritórios, com otimismo renovado para o setor
O aumento da ocupação dos imóveis desponta como um dos principais temas para os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) em 2026, refletindo uma mudança estratégica no radar dos gestores e investidores do setor.
Após um 2025 marcado por lucros expressivos — com o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) consolidando ganhos médios de 21,15% — o mercado se prepara para um novo ciclo de oportunidades e desafios.
Confiança renovada e tendências para 2026
O otimismo é perceptível entre os gestores de recursos, conforme revela levantamento do BTG Pactual realizado com mais de 40 casas do mercado financeiro. O índice de confiança saltou de 0,52 no segundo semestre de 2025 para 0,77 no início de 2026, sinalizando expectativas positivas para o desempenho dos FIIs. Entre as preferências, os fundos de tijolo — que investem em imóveis físicos — ganham destaque, especialmente nos segmentos de logística, escritórios e renda urbana. Em contrapartida, os FIIs de papel, embora ainda vistos com bons olhos, perderam espaço em relação ao ano anterior.
Setores descontados e oportunidades de valorização
O segmento de lajes corporativas, tradicionalmente marcado por alta vacância, surpreendeu em 2025 com valorizações expressivas. O Cenesp ( CNES11 ), por exemplo, mesmo enfrentando desafios de ocupação, registrou uma impressionante alta de 73,54% em suas cotas nos últimos 12 meses — a maior entre os FIIs de tijolo listados. Outros fundos de escritórios, como Castello Branco Office Park ( CBOP11 ), Caixa Imóveis Corporativos ( CXCO11 ), Green Towers ( GTWR11 ) e Pátria Escritórios ( HGRE11 ), também apresentaram ganhos superiores a 30%, consolidando-se como apostas relevantes para 2026.
Fatores que impulsionam o mercado de FIIs
A pesquisa do BTG Pactual identificou os principais gatilhos que devem influenciar o mercado de FIIs nos próximos 12 meses. As eleições de 2026 e o cenário de inflação e juros lideram as preocupações dos gestores, com 46% e 44% das menções, respectivamente. No campo operacional, o reajuste dos aluguéis e o aumento da taxa de ocupação dos imóveis físicos aparecem como fatores decisivos para a performance dos fundos. A possível queda da taxa Selic (SELIC) também é vista como um catalisador importante para o setor.
Além disso, movimentos de fusão e aquisição, controle da inadimplência e atualização dos laudos de avaliação dos imóveis figuram entre os temas operacionais que podem impactar o desempenho dos FIIs. No entanto, os riscos não são desprezíveis: o elevado endividamento dos fundos e questões de governança dividem a atenção dos gestores, ambos citados por 29% dos participantes do levantamento.
Critérios para identificar bons FIIs em 2026
A análise qualitativa ganha força na seleção dos melhores fundos para o próximo ano. Gestores destacam a importância da qualidade e localização dos imóveis, experiência da equipe de gestão, liquidez das cotas no mercado secundário e segurança jurídica e regulatória como pilares para a escolha de ativos resilientes e rentáveis.
Para quem deseja aprofundar a análise e comparar o desempenho dos principais FIIs do mercado, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão abrangente dos indicadores de rentabilidade, vacância e distribuição de dividendos, facilitando a tomada de decisão estratégica para 2026.