Apesar das perdas mensais, DeFi e tokenização impulsionam potencial de valorização das criptomoedas
Nos últimos 30 dias, Ethereum (ETH) e Solana (SOL) registraram quedas mais acentuadas do que o próprio Bitcoin (BTC), evidenciando um cenário de volatilidade e desafios para as principais criptomoedas alternativas.
Apesar de ganhos pontuais nas últimas 24 horas — ETH subindo 1,40% e SOL avançando 3,00%, enquanto o BTC valorizava 1,3% —, o acumulado mensal revela perdas expressivas: o Bitcoin recuou 24%, enquanto ETH e SOL despencaram cerca de 35% cada. Esse movimento reforça a necessidade de uma análise criteriosa sobre riscos e oportunidades no universo cripto, especialmente para investidores atentos à dinâmica das finanças descentralizadas (DeFi).
Contexto de mercado e desafios
O declínio recente dos preços das principais criptomoedas está diretamente ligado à retração da demanda institucional, especialmente de grandes investidores de Wall Street, que vinham impulsionando o setor. A queda mais acentuada de ETH e SOL, em comparação ao BTC, chama atenção para as especificidades das redes de contratos inteligentes, que, apesar de liderarem em inovação e receitas no segmento DeFi, ainda enfrentam dificuldades para converter esse potencial em valorização sustentável dos tokens.
Segundo especialistas do BTG Pactual, o setor DeFi permanece na vanguarda da geração de receitas no universo cripto. Dados recentes mostram que aplicações DeFi capturam atualmente cinco vezes mais taxas do que as próprias blockchains, um salto significativo em relação ao cenário de um ano atrás. Isso evidencia a migração do valor para a camada de aplicações, mas também ressalta o desafio de transformar uso e receitas em valor efetivo para os tokens, cuja função original muitas vezes se limita à governança, com pouca conexão direta com receitas — uma estratégia para mitigar riscos regulatórios.
Perspectivas e oportunidades
Apesar do ambiente desafiador, há sinais de resiliência e potencial de recuperação para ETH e SOL. A tokenização de ativos do mundo real avançou de forma robusta em 2026, atingindo US$ 24,8 bilhões e crescendo quase 300% em 12 meses. Paralelamente, os stablecoins, como o USDC, ampliaram a liquidez do ecossistema, com oferta em circulação de US$ 304 bilhões — alta de mais de 40% no período. Esses fatores sustentam a utilidade e a relevância das principais criptomoedas DeFi, mesmo diante da pressão sobre os preços.
No entanto, uma virada consistente na precificação desses ativos depende de avanços regulatórios que permitam mecanismos mais eficientes de transferência dos resultados operacionais para os investidores. Enquanto isso não ocorre, o cenário segue de cautela, mas com oportunidades para quem busca exposição a casos de uso inovadores e à expansão do universo DeFi.
Comparativo de desempenho
Para ilustrar o impacto das recentes oscilações, uma simulação mostra que um investimento de R$ 1 mil em Ethereum há 12 meses resultaria hoje em R$ 554,50, enquanto o mesmo valor aplicado em Solana renderia apenas R$ 345,00. Em contraste, um CDB atrelado a 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) teria retornado R$ 1.145,60 no mesmo período, evidenciando o desafio das criptomoedas em superar alternativas tradicionais de renda fixa.
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